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Saiba como é a estrutura do mercado de câmbio no Brasil

Por banco-topazio | 30 de setembro de 2020

Banco Central regula o funcionamento do mercado de câmbio no Brasil. 

 Um dos termômetros da economia brasileira e que serve de guia para setores como o da indústria e o comércio internacional, o mercado de câmbio brasileiro oscila de acordo com o comportamento da sociedade, da política, e de fatos nacionais e internacionais.

Nesse cenário, é inevitável que uma pandemia de proporções globais, como a de Covid-19, tenha um impacto muito forte nas negociações de moeda estrangeira no país.

No Brasil, ele consiste em operações que incluem a compra e venda de moeda estrangeira; recebimentos, pagamentos e transferências para o exterior ou a partir dele, remessas postais internacionais e investimentos no mercado financeiro. Outras formas são as operações que posicionam os compradores e vendedores via Derivativos, sem de fato movimentar moeda estrangeira.

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As transações com entrega de moeda (de forma física ou digital)  compõem uma estrutura dividida em dois segmentos: o primário, e o secundário, ou interbancário. Saiba mais sobre eles abaixo.

 

Mercado de câmbio primário

De acordo com o Bacen, o segmento primário é formado por operações de exportações e importações, e entradas e saídas de moeda estrangeira no país. É acessível a qualquer pessoa física – por exemplo, na compra de moeda em espécie ou por meio de cartões pré-pagos, na compra de pacotes turísticos internacionais – ou então por pessoas jurídicas, que podem importar ou exportar bens, seja para distribuição no varejo, uso na indústria, entre outras finalidades.

O funcionamento do mercado de câmbio

Os principais participantes do mercado de câmbio local são bancos, corretoras de câmbio, e fundos de investimento.

Há, na verdade, uma grande variedade de operações regulamentadas que fazem parte do conjunto de produtos e serviços oferecidos pelas instituições que podem trabalhar neste mercado. 

Ou seja, no primário haverá uma relação entre uma PF/PJ e uma instituição financeira autorizada pelo Bacen a ofertar câmbio, independente do valor e motivo.

Mercado secundário ou interbancário

Já no segmento interbancário, operam apenas os agentes autorizados pelo Bacen. Os principais participantes do mercado de câmbio local são, além do próprio Bacen, bancos, corretoras de câmbio, e fundos de investimento. 

No mercado secundário as moedas estrangeiras são negociadas somente entre instituições financeiras como as citadas.Seu registro é formalizado também via contratos de câmbio, porém eles são simplificados e não exigem classificação de naturezas, identificação de tributos devidos e etc.

Antes da pandemia, a movimentação cambial diária no país era de US$ 7,4 bilhões em média, segundo o Banco Central do Brasil. Em termos comparativos, esse volume estava dentro de média de outros países cujas economias possuem semelhanças com a brasileira, como a Índia (US$ 15 bilhões), Turquia (US$ 6,4 bilhões) e México (US$ 6,4 bilhões).

Com a chegada da Covid-19 ao Brasil, intervenções do Bacen no mercado de câmbio tiveram de ser realizadas no início da pandemia, principalmente no que diz respeito à variação cambial, que viveu um período bastante turbulento.

Quer entender como funciona o mercado de câmbio? Confira no blog do Banco Topázio conteúdos sobre como a taxa de câmbio é calculada e como esse mercado está se comportando na crise.

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