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Pix: uma alternativa para TED, DOC, boletos e até cartão de débito e caixa eletrônico

Por banco-topazio | 18 de setembro de 2020

Agilidade e acessibilidade do PIX representará avanço amplo em termos tecnológicos.

O Pix, novo meio de pagamentos que está sendo desenvolvido pelo Banco Central do Brasil (Bacen), com a participação de diversas instituições financeiras como o Banco Topázio, será oficialmente lançado no país em 16 de novembro.

Baseado no uso do QR Code para a realização de transações financeiras, o novo sistema promete revolucionar o comércio e os serviços por sua velocidade, disponibilidade e custo reduzido. É um meio de pagamento concebido também para promover a inclusão financeira e aumentar a eficiência no mercado de pagamentos.

Um dos efeitos mais impactantes da introdução de um Sistema de Pagamentos Instantâneos no país, nomeado como Pix pelo Banco Central, é sua larga vantagem competitiva em relação a meios tradicionais como TED e DOC; contas, depósitos e investimentos via boleto; cartão de débito e até o saque de dinheiro em espécie, por via de caixas eletrônicos (ATM).

Confira um comparativo do Pix com cada um dos meios de pagamento mais comuns, apresentado pelo Luiz Magalhães, engenheiro de software da South System, empresa parceira de tecnologia do Banco Topázio.

 

TED x Pix

A TED (Transmissão eletrônica de documentos) funciona em horário comercial e tem um custo variável em função dos pacotes de serviços de bancos ou do volume de recursos movimentados. É, atualmente, uma das opções mais ágeis de transferência bancária, porque a compensação na conta de destino acontece no mesmo dia útil.

O Pix, porém cumpre essa função em menos tempo, pois está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana (até mesmo em feriados) e as transações levam até 15 segundos para serem concluídas. “Além disso, o custo da transação se torna muito mais barato. Para os bancos, isso se reflete para o cliente pessoa física, que não paga as transações realizadas pelo Pix, e para pessoas jurídicas que terão uma redução significativa no custo em comparação a outros serviços de transferência do mercado”, explica Magalhães.

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DOC x Pix

No caso do DOC (Documento de ordem de crédito), o funcionamento é parecido com o da TED. “A diferença é que ele tem um limite de envio de R$ 5 mil e é sempre processado no outro dia. Com o Pix o valor é ilimitado e a operação é instantânea”, resume o engenheiro.

 

BOLETO x Pix

A principal vantagem no Pix em relação ao boleto é a compensação de forma instantânea, sem o prazo de até três dias úteis. Também existe uma segurança maior na transação, porque o boleto pode ter problemas de rejeição pelo banco recebedor. Segundo Magalhães, “o Pix pode substituir aqueles boletos de ‘cash-in’, de depósito, usados, por exemplo, para destinar dinheiro à conta, como muitas fintechs hoje fazem no caso de investimentos. Para fazer compra de ações, CDB, tu geras um boleto, paga em teu banco, e em até três dias úteis o dinheiro cai na conta da fintech”, explica. Com o Pix, isso também acontecerá instantaneamente.

No caso de boletos de cobrança, acrescenta Magalhães, o QR Code dinâmico do Pix representa uma praticidade ainda maior. a substituição pode ser de 100%. “Quando o consumidor atrasa uma conta o condomínio, por exemplo, tem que pagar juros. Com o uso do QR Code, o Pix consegue substituir isso muito bem, porque é um tipo de cobrança simples, com cobrança de juro, mora, multa e com possibilidade de desconto para pagamentos adiantados”, detalha, pontuando que todas essas informações já vêm contidas no QR Code e são processadas automaticamente.

 

CARTÃO DE DÉBITO x Pix

Com a introdução do PIX, o uso do cartão de débito tende a decair com o passar o tempo. “O Pix pode substituir o cartão de plástico e até mesmo a maquininha para a realização do débito”, diz Magalhães. Isso acontece porque, com apenas um celular apontado para o QR Code do produto no estabelecimento comercial, pode haver o pagamento. “E, ao mesmo tempo, a loja recebe o dinheiro na hora”, acrescenta.

Já quanto aos cartões de crédito, que possuem uma cobrança mais complexa, com piso e teto para o valor de pagamento, limite de crédito, abatimento e outros, ainda não estão previstos para o Pix.

 

CAIXA ELETRÔNICO

Com o PIX, também haverá mais uma alternativa ao saque de dinheiro em espécie, realizado atualmente presencialmente em caixas eletrônicos nos bancos ou em pontos específicos na rua e estabelecimentos comerciais.

A partir de 2021, o Pix permitirá que esse saque possa ocorrer em qualquer ponto de varejo. “O consumidor vai apontar o celular para o QR Code do estabelecimento, realizando uma transferência para o varejista, e vai receber o dinheiro em espécie.”, representando uma facilidade para o consumidor.

 

O PIX NO TOPÁZIO

Próximos passos do PIX no Banco Topázio

O Banco Topázio está trabalhando em uma integração do PIX com o Saque e Pague

Em resumo, a introdução do Pix no país, pontua Magalhães, representará uma “revolução” na maneira como o brasileiro lida com meios de pagamento.

No processo de homologação ao Pix, em andamento no Bacen, o Banco Topázio, além de participar do lançamento oficial em 16 de novembro, já trabalha para, a partir de 5 de outubro, o cadastro pelo DICT, um diretório interno que permite o uso de uma chave (acessada por meio do CPF, e-mail ou número de telefone do cliente) que contém todos os dados do usuário. É isso o que permite a agilização da transação financeira e faz parte do funcionamento do Pix.

Magalhães adianta que o Topázio também está trabalhando em uma integração com o Saque e Pague, para oferecer a possibilidade de saque em espécie por meio de seu Bank as a Service (BaaS) aos parceiros que vão aderir indiretamente ao Pix.

 

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