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Pix: operações gratuitas e agilidade estão entre vantagens para o cliente pessoa física

Por banco-topazio | 16 de outubro de 2020

O Pix, que entra em funcionamento em novembro, poderá trazer mudanças relevantes no dia a dia do consumidor.

Com lançamento oficial marcado para o dia 16 de novembro e já na fase do cadastro de clientes das instituições financeiras, o Pix – o novo sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, já está modificando o mercado financeiro 

Bancos comerciais e instituições de pagamento já estão avisando sua base de clientes sobre o cadastramento de chaves de acesso e prestando informações sobre o PIX, que está liberado desde o dia 5 de outubro. As expectativas e dúvidas sobre o funcionamento do sistema também ocorrem, entre os clientes pessoa física (PF) que poderão utilizar o Pix em suas transações a partir de novembro.

O gerente de produtos do Banco Topázio, Hilbert Mondragon, destaca algumas das principais características do Pix e porque esses pagamentos instantâneos podem trazer mudanças importantes para o dia a dia dos brasileiros.

 

Hilbert Mondragon fala sobre o PIX

Gerente de produtos do Banco Topázio, Hilbert Mondragon

 

“O Pix será uma das maiores disrupções pela qual o mercado financeiro brasileiro passará até o momento”, pontua Mondragon. Isso ocorre, segundo o gerente, porque “ações como transferências entre contas se tornarão algo tão simples e rápido que as pessoas nem se lembrarão de que não precisam pedir dados de agência e conta, somente o número de celular, por exemplo”, explica. O objetivo da introdução do Pix é justamente modernizar a dinâmica dos meios de pagamento no Brasil. 

 

O Pix e outros meios de pagamento

Várias melhorias na cadeia de pagamentos foram propostas pelo Banco Central do Brasil (Bacen) e estão sendo trabalhadas atualmente pelos principais bancos emissores, diz Mondragon. “Acredita-se que, ao longo dos anos, veremos uma redução muito forte na utilização de produtos tradicionais como TED, DOC, emissão e pagamento de boletos e até o uso do cartão de débito”, prevê. “Afinal, será possível pagar, transferir e receber dinheiro 24 horas por dia, sete dias na semana, a qualquer momento”, complementa.

 

Como contratar o Pix

Para utilizar o PIX em suas compras ou transações financeiras, a adesão precisa ser efetivada por um banco tradicional, fintechs ou uma carteira digital. Para isso, o usuário deve possuir uma conta em uma dessas instituições para receber ou movimentar o dinheiro. “O ponto interessante disso é que veremos cada vez mais as carteiras digitais se expandindo”, observa Mondragon. 

Tanto em uma nova conta quanto nas contas correntes ou de pagamento utilizadas pelo cliente PF, o usuário escolherá pelo menos uma chave de acesso para a conta:  o número de celular, e-mail, CPF ou chave aleatória. Na hora de realizar uma transferência, por exemplo, é informada uma dessas chaves, para a efetivação da operação.

 

Vantagens para Pessoas Físicas

O Pix traz uma série de mudanças vantajosas em relação a várias áreas e aspectos do universo de pagamentos e operações financeiras,  que refletem diretamente no dia a dia das pessoas. Algumas delas são:

Pagamento por QR Code: com a utilização de QR Codes estáticos e dinâmicos, será possível fazer compras online, transferir valores, realizar depósitos, entre outras transações realizadas de forma mais simples.

“O tempo de identificação dos pagamentos serão reduzidos, quando comparados ao tempo de compensação dos boletos atualmente”, diz Mondragon. “Isso traz enormes benefícios de segurança para todas as transações”.

Custo zero: Para os clientes PF, o Pix não terá nenhum custo e, para as pessoas jurídicas, esclarece o gerente, as taxas praticadas pelo Bacen e bancos comerciais serão menores do que as atuais.

“A quantidade de partes na cadeia transacional será reduzida. Isso é bom para o consumidor, para o varejista, para o banco e também para o Bacen, que suportará e controlará todas as transações. Inclusive, outro benefício  potencial é reduzir casos de lavagem de dinheiro, por exemplo”, acredita.

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Menos erros em operações: um dos efeitos previstos com a chegada do Pix é a diminuição da possibilidade de erros em operações financeiras como transferências de valores. Segundo Mondragon, isso ocorre pela instantaneidade das transações.

“Como as transferências acontecem 24 horas por dia, em até 10 segundos, o usuário não terá mais de ficar esperando para ver se uma TED entrou na conta, ou se um DOC agendado não apresentou problemas. Será tudo online e ‘real time’”, enfatiza.

Outro fator importante é a definição das chaves de acesso dos usuários ao sistema, expõe Mondragon, que “visam simplificar o processo de identificação do recebedor”.

Compras mais rápidas: O consumo em lojas virtuais ganha um avanço logístico relevante com o Pix, que beneficia, em primeiro lugar, o próprio consumidor. No caso de compras à vista, ele não precisa esperar a compensação de um boleto para ter sua compra enviada.

Com a compra pelo QR Code o dinheiro já é transferido na hora para o lojista, o que deixa mais fácil acionar internamente a área de estoque para despachar o produto adquirido.

Disponibilidade: Futuramente com o Pix, o saque de dinheiro em espécie também poderá ser realizado em pontos de varejo, tornado a disponibilidade de dinheiro vivo maior e mais segura.

Por meio do QR Code, o consumidor transferirá o valor desejado de sua conta para a conta do varejista e poderá retirar o dinheiro em um ponto de saque dentro do próprio estabelecimento.

Segurança: o excesso de dados disponíveis sobre a movimentação entre pessoas físicas (com DOC, TED e depósitos) termina com a chegada do Pix. Como é necessário apenas a informação de uma chave de acesso para a realização da transação financeira, a possibilidade do uso dos dados de correntistas para fraudes diminui.

 

Inclusão financeira

No Brasil, em 2019, cerca de 45% da população era desbancarizada, ou seja, sem acesso a produtos e serviços financeiros. De acordo com Mondragon, o Pix pode mudar esse cenário. “Essa é uma das principais bandeiras atribuídas ao Pix pelo Bacen”, confirma.

“A partir do momento em que acontece uma transformação dessa relevância no mercado financeiro, há um conjunto de inúmeras possibilidades para o cidadão e o setor como um todo. As pessoas poderão optar, de forma simples e rápida, onde e como movimentar seu dinheiro. Além disso, isso abre portas à chegada de novas fintechs e novos negócios”, opina Mondragon.

O gerente ressalta que a praticidade, agilidade e redução dos custos tornarão o Pix um dos grandes movimentos de sucesso do mercado financeiro nacional.

 

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