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Pix: entenda como vai funcionar o novo meio de pagamento brasileiro

Por banco-topazio | 11 de setembro de 2020

Baseado no uso do QR Code, bancos e fintechs estão se preparando para oferecer o Pix a partir de novembro.

Um novo meio de pagamento rápido, confiável e com custos mínimos – esse é o Pix, um sistema de transações financeiras instantâneas que estreará no Brasil em 16 de novembro de 2020.

Em fase de homologação pelo Banco Central Brasileiro (Bacen), o Pix já tem mais de 900 instituições que solicitaram a adesão ao sistema, dos quais 300 serão participantes diretos da plataforma e servirão de intermediário para que instituições de pagamento participem indiretamente da estrutura e possam oferecer produtos e serviços eficientes a seus clientes.

Criado, em um primeiro momento, para uso em aplicativos para smartphone, o uso do Pix será baseado na leitura de QR Codes estáticos (em produtos de varejo, por exemplo) e QR Codes dinâmicos (para movimentações futuras, como contas a vencer ou transferências bancárias).

Sendo um sistema de pagamento instantâneo (SPI), ele conviverá com o atual Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), que é a plataforma que já abriga todos os meios de pagamento existentes no Brasil, como DOC, TED, cartão de débito e boletos.

Como será na prática

As principais características do Pix são a agilidade e a disponibilidade. As transferências via DOC tomam um dia útil e têm limite de valor, e as operações em TED podem levar algumas horas para serem efetivadas (além dos dados que o usuário precisa inserir para que a operação aconteça). Ambos os meios também têm um limite de horário.

Já no Pix, as operações podem acontecer 24h por dia e sete dias por semana, inclusive em feriados. Além disso, sua efetivação é instantânea porque essas operações acontecem em até 15 segundos; no caso de valores muito altos, a operação pode levar até 40 segundos. Assim como o TED, o Pix não tem limite para o valor movimentado.

De acordo com Luiz Magalhães, engenheiro de software da South System, empresa parceira de tecnologia do Banco Topázio, essa agilidade se deve, em parte, a um recurso chamado DICT, sigla para “Diretório Identificador de Contas Transacionais”, que é uma chave de endereçamento.

“Essa chave serve para identificar o usuário dentro do Pix, ao realizar uma transação. Ao aderir ao Pix, o cliente poderá usar seu número de telefone, seu e-mail ou seu CPF como chave. Qualquer pessoa que for realizar um pagamento para esse usuário consultará essa chave e os dados necessários para a transação já estarão completos”, explica Magalhães. “O processo é automatizado e, como todos os dados já estão presentes, a transação será muito mais simples”, reitera o engenheiro.

Conheça cada um dos benefícios do Pix:

– Transferências de valores em tempo real (processo ponta a ponta deve levar, no máximo, 40 segundos);

– Transações online fora do horário bancário disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados;

– Taxas menores em comparação aos serviços oferecidos atualmente pelos bancos;

– Novos modelos de negócios sustentáveis, com a mudança dos meios de pagamentos existentes hoje no Brasil, beneficiando pessoas físicas, empresas, governo em camadas distintas de prestação de serviço, e-commerce e lojas físicas de varejo;

– Realização de saques em redes varejistas e comércio;

– Conveniência e comodidade

Quem oferece o Pix

Com funcionamento regulamentado e operacionalizado pelo Bacen, o Pix será disponibilizado no país pelos bancos e demais instituições autorizadas, chamadas de “participantes diretos”. São essas instituições que poderão abrir contas no sistema de pagamento, chamadas de “Contas PI”, servindo de intermediários a outras instituições que poderão oferecer o Pix a seus clientes, indiretamente.

Essas empresas são chamadas de “participantes indiretos”, porque aderem ao Pix a partir dos participantes diretos.

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Por ser pensado exclusivamente para uso em smartphones, o Pix precisa obrigatoriamente de um aplicativo para celular. Este aplicativo deve ser oferecido pelos bancos comerciais, como o Banco Topázio, ou instituições de pagamento – como o Mercado Pago, PagSeguro, PicPay, entre outros – aos seus clientes.

Serão obrigados a utilizar o Pix as instituições que possuírem mais de 500 mil contas ativas. Já para os participantes indiretos a participação no Pix é facultativa, assim como para o cliente final – correntista de banco comercial ou cliente de instituições de pagamento e financeiras – podendo escolher quaisquer outras formas de pagamento atuais.

No entanto, Magalhães enfatiza que “o cliente não precisa usar, mas o Pix vem para somar, criando um conceito de pagamento de uma forma mais simples”.

Em resumo, o Pix vale para todas as transações entre as seguintes partes:

– P2P – pessoas físicas;

– P2B e B2P – pessoas físicas e empresas;

– B2B – empresas;

– P2G e B2G – pessoas físicas e órgãos governamentais, e entre empresas e órgãos governamentais;

– G2P e G2B – órgãos governamentais e pessoas físicas, e entre órgãos governamentais  e empresas

 

O Banco Topázio é uma das instituições diretamente aderida ao sistema Pix, e que servirá de acesso a outras instituições cuja adesão ao sistema é indireta, através do Bank as a Service.

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