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Com Pix, mercado de fintechs poderá se ampliar no Brasil

Por banco-topazio | 25 de outubro de 2020

O PIX é marcado por rapidez, baixo custo e flexibilidade de utilização.

 

A etapa do cadastro de chaves do Pix para os usuários, que começou em 5 de outubro, foi o primeiro passo para o início das transações do novo meio de pagamento, que entra oficialmente em atividade no dia 16 de novembro.

Ainda que o PIX seja operacionalizado pelos participantes diretos do sistema, que são as instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central, os participantes indiretos, que aderiram ao Pix intermediados por essas instituições, estão entre os principais agentes que darão acesso ao Pix ao público final, sejam pessoas físicas ou jurídicas.

Instituições de pagamento, em sua maioria fintechs, terão amplas possibilidades de desenvolver produtos e serviços baseados no Pix, cujo principal mecanismo de efetivação de transações é o uso do QR Code.

Para Carlos Klein, diretor de Bank as a Service (BaaS), do Banco Topázio, que é participante direto do Pix, a principal mudança para as fintechs são uma ampliação da capacidade de integração com o sistema financeiro, em transações mais rápidas e mais baratas do que o sistema atualmente oferece nas experiências com boletos, TED e DOC.

 

PIX e as fintechs

Carlos Klein, diretor de Bank as a Service (BaaS) do Banco Topázio

 

“Isso permite a construção de uma série de novas experiências. Elas devem mexer com o pagamento para a Pessoa Jurídica, quando falamos da possibilidade de novas estruturas de adquirência e serviços de conciliação para o dia a dia da gestão financeira do pequeno varejo”, detalha.

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Klein ressalta que “a pessoa física terá uma transação muito rápida; o e-commerce, que depende da confirmação de um pagamento para iniciar uma logística, terá isso de forma mais ágil. Na experiência de remessas de câmbio, por exemplo, onde se tem uma característica da validade de uma cotação de dólar que é efêmera, pode haver mecanismos muito mais eficientes de cobrar dos usuários, confirmar os pagamentos e criar experiências sem atrito para ele”.

 

O Pix e a transação contextualizada

O Pix poderá proporcionar uma ampliação do mercado atualmente ocupado pelas fintechs, que já são 742 empresas no Brasil até junho deste ano. “No caso das instituições de pagamento, a gente hoje fala de centenas em processo de autorização; já em relação a empresas se credenciando com as bandeiras Master e Visa, falamos em milhares”, conta Klein.

Mas outro ponto a ser abordado nesse sentido, segundo Klein, é a entrada das Big Techs, ou seja, grandes empresas transacionais de tecnologia, como Facebook, Google, entre outras. “Essas empresas vão conseguir inserir as funções de pagamento e transações financeiras no dia a dia das pessoas, nos aplicativos que elas usam por prazer e lazer. Eu tenho chamado isso de ‘transação contextualizada’. Você não sairá do que está fazendo para acessar o aplicativo do banco e fazer uma transação. Você fará isso em uma continuidade de experiência natural”, pontua.

Klein cita também ações como pequenas transações de comércio que ocorrem via WhatsApp, por exemplo. “Você pega o QR Code, faz a transação ali mesmo, e segue ao natural. É a mesma experiência que tornará possível fazer compras em redes sociais e em jogos, com microtransações”, projeta.

 

Liberdade de experiência

Segundo Klein uma das características das fintechs é que normalmente elas são bem nichadas e buscam atender muito bem um público seleto, “dentro desse preceito, o uso do QR Code que o Pix vai ter, será bastante customizado”, prevê.

De acordo com o diretor, algumas das possibilidades de evolução do uso do Pix é a integração com sistemas de gestão como o ERP, por exemplo.

“Vai ter bastante coisa diferente e mercados em que vão se alterar aquisições e ofertas. Para mim, a combinação entre Pix e Open Banking pode mudar a forma como a gente entende a intermediação financeira, que é um dos mercados que menos mudou ao longo dos últimos séculos”, cita Klein.

Na etapa atual de implantação do Pix, em que o sistema financeiro já está agregando usuários e difundindo informações sobre o novo meio de pagamento, os participantes diretos estão trabalhando intensamente com as fintechs “As obrigações estão muito bem definidas normativamente, e o mercado está, de maneira geral, focado na implantação dos aspectos regulatórios do PIX”, conclui Klein.

 

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