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Pesquisa da Febraban constata mudanças duradouras no cotidiano das famílias brasileiras

Por banco-topazio | 13 de outubro de 2020

A pesquisa mostra maior disposição para cursos online e esperança de melhora de vida após a pandemia.

Uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) analisou o comportamento das famílias brasileiras durante os meses de isolamento social resultantes da pandemia de Covid-19.

O levantamento foi realizado com 1,5 mil famílias, de todas as regiões brasileiras, durante o mês de julho. Entre as constatações da pesquisa, estão a preocupação das pessoas com a manutenção do emprego, além de uma expectativa de mudança nos hábitos de trabalho, estudo e consumo. A prioridade de aplicação do dinheiro extra também muda com a pandemia.
 

Finanças, renda e consumo na pesquisa

Para 53% das famílias brasileiras, a preocupação principal com a pandemia se voltou a questões financeiras, assim como as de trabalho e renda (30%).

Pesquisa Febraban

A preocupação principal com a pandemia se voltou a questões financeiras

A partir da pandemia, o consumo também muda sua relação de pesos e prioridades junto às famílias brasileiras. Segundo os dados levantados, a alimentação será priorizada nas despesas (37%), seguida das contas de serviços básicos, como energia, água e gás (15%).

O aumento dos gastos familiares durante a pandemia foi relatado por 47% dos entrevistados. Nesse sentido, a expectativa dominante é a de manutenção das despesas no nível anterior à pandemia ou de aumento dos gastos. Somente 17% preveem cortes no orçamento.

 O uso do dinheiro que sobrar no fim do mês já tem destino certo. Reformas e melhorias na residência, ou então a compra de um imóvel foram apontadas por 31% dos entrevistados. A motivação possivelmente vem da necessidade de trabalhar e permanecer mais tempo em casa, que revelaram o desejo por ampliar o espaço interno ou até mesmo migrar do apartamento para uma casa, ou de cidades maiores para as menores.

Já para 23%, o dinheiro extra irá para investimentos ou poupança, enquanto 9% pretendem fazer um plano de saúde ou ampliar a cobertura do plano que já têm.
 

Grande expectativa de mudança no trabalho e estudos 

A pesquisa também constatou que há um forte sentimento de mudança quanto aos hábitos relacionados a trabalho e estudos. Mais da metade das pessoas creem que suas práticas mudarão em relação à forma de aprender (60%), de trabalhar (57%) e de comprar (55%).

Dentre as pessoas entrevistadas, empresários e trabalhadores autônomos têm uma expectativa alta de digitalização no trabalho e no estudo: 59% creem nessa tendência. A partir desse dado, 35% dos entrevistados têm a intenção de fazer cursos online.

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De fato, não só famílias, mas também as empresas estão aderindo cada vez mais ao trabalho remoto. Em locais com rotinas integrais de escritório, o trabalho remoto é viável e cada vez mais adotado, e empresas que aderiram recentemente à prática buscam uma migração bem estruturada.

Embora o levantamento aponte diferenças de percepção entre itens diversos, o certo é que a pandemia de covid-19 está promovendo mudanças que poderão ser duradouras, ainda que a mobilização provocada pela doença se amenize com o tempo.

Confira a íntegra da pesquisa no site da Federação Brasileira de Bancos.

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