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Unicórnios, zebras, camelos e dragões: como funcionam as startups

Por banco-topazio | 6 de agosto de 2021

Conheça detalhes sobre os diferentes modelos de startups e entenda as características de cada um deles

O que são startups? Podemos definir da seguinte forma: trata-se de um grupo de empreendedores que busca implantar um novo produto ou serviço no mercado. Claro que toda empresa pretende oferecer uma novidade, mas as startups se diferenciam das organizações tradicionais justamente por serem: inovadoras, escaláveis e repetíveis.

Mas o que isso significa? Dessa forma, apenas ter uma ideia disruptiva não é o suficiente, mas é necessário aliar a proposta à inovação. Por outro lado, também é necessário comprovar a possibilidade de crescimento rápido do negócio, ou seja, ser escalável. E repetível, disponibilizando uma entrega do mesmo produto em larga escala.

Portanto, esse modelo traz novidades relacionadas à busca dos consumidores: oferta e demanda. E, com investimentos reduzidos, as startups podem conseguir trabalhar com flexibilidade, agilidade e adaptação voltadas ao crescimento em um curto espaço de tempo, além de alcançar resultados satisfatórios no mesmo período.

Tipos de startups: unicórnios, zebras, camelos e dragões

Os modelos citados acima são tipos de startups e cada um deles apresenta uma característica específica. Um dos mais conhecidos é o unicórnio, que está vinculado a empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão antes de abrir o capital na bolsas de valores. Os unicórnios são raros e inovadores, e o nome atribuído a essas startups é justamente pela dificuldade de alcançar o nível dessas empresas.

Dois exemplos que já foram considerados unicórnios são bastante populares: Google e Facebook. Atualmente elas não são mais startups, pois já fizeram sua listagem na bolsa. As principais características desse modelo são: foco em inovação, compra de outras empresas, crescimento agressivo e rápido, atenção direcionada para o cliente e apoio à diversidade.

As empresas zebras priorizam a quantidade ao invés da qualidade, o consumo e saídas rápidas. São startups que buscam a praticidade e a objetividade, “preto no branco” assim como as cores da zebra, promovendo lucro e buscando melhorias para a sociedade. Esse modelo direciona o olhar para um desenvolvimento mais sustentável e menos acelerado.

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Um exemplo de zebra é a Hearken, de Chicago, uma plataforma que reúne jornalistas, redatores e produtores de conteúdo. Já as startups camelos têm forte vínculo com a sustentabilidade, assim como as Zebras, mas o objetivo desse modelo é equilibrar o crescimento acelerado e o fluxo de caixa. São cautelosos com investimentos de risco, estabilidade e têm visão de longo prazo. Nesse sentido, são empresas que procuram crescer de forma sustentável e têm a adaptação como característica principal, assim como o animal que vive bem adaptado ao deserto, por exemplo. 

Nesse sentido, alguns exemplos de camelos são: Locaweb, empresa brasileira de hospedagem de sites e Hotmart, plataforma de conteúdos online. E ainda há um nível superior aos unicórnios quando se refere a faturamento. É o caso das startups dragões: empresas que podem arrecadar mais de US$1 bilhão em uma rodada de financiamento, considerados mais raros que os Unicórnios e têm crescimento ainda mais acelerado. O nome atribuído é justamente pelo dragão ser uma criatura mágica e de grandes dimensões.

Ou seja: esse modelo é ainda mais raro e agressivo. Além disso, também se caracterizam por chamar atenção de outras companhias pelo crescimento surpreendente. A marca de smartwatch Fitbit é considerada uma dragão da empresa de capital de risco Foundry Group, com US$ 732 milhões rendidos com a oferta de ações, cujo investimento inicial foi de US$ 240 milhões.

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