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PLD/CFT: o monitoramento como prática essencial

Por banco-topazio | 30 de junho de 2021

Saiba mais sobre a estratégia de monitoramento dentro das políticas de PLD/CFT e entenda por que ela é essencial

 

O monitoramento é uma ação essencial na prática das políticas de PLD/CFT (Prevenção de Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo). A partir de análises qualificadas, as empresas conseguem identificar, avaliar e reduzir os riscos de ilícitos.

A importância do monitoramento em PLD/CFT

Um dos principais benefícios do monitoramento é garantir o acompanhamento das movimentações do cliente na instituição avaliando se a atividade segue o padrão de acordo com regras internas e órgãos reguladores. Nesse sentido, as análises que devem ser feitas constantemente fazem parte das atuações dos 4 K’s, sobre os quais já falamos aqui no blog:

Portanto, é a partir do monitoramento, que a empresa consegue identificar se os clientes, colaboradores, fornecedores ou parceiros de negócios têm algum envolvimento com crimes como, por exemplo, de lavagem de dinheiro ou mesmo se existe alguma infração penal antecedente que possa repercutir sobre o negócio.

Outro benefício é o fato de que as legislações e regulamentações estão sendo observadas dentro da empresa, o que pretende garantir a segurança de todas as operações realizadas. No Brasil, o crime de lavagem de dinheiro é regulamentado primeiramente pela Lei 9.613/98 e atualizado pela Lei 12.683/12. A pena prevista em caso de descumprimento é de três a dez anos de reclusão e multa.

Principais formas de monitoramento

Existem ferramentas que podem auxiliar para realizar essa tarefa com base em parâmetros, regras e procedimentos de seleção. Dessa forma, há emissão de alertas em caso de operações atípicas, as quais é preciso verificar com foco na movimentação e/ou utilização de produtos financeiros. Qualquer operação atípica verificada, deve ser comunicada ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

É possível realizar o processo de forma manual. Nesses casos, ele precisa ser feito em relatórios gerenciais pela área de Compliance ou especificamente de PLD/CFT. Ou seja, a estratégia se aplica através de preenchimento de formulários, reuniões, e-mails ou outra ferramenta que formalize o controle das operações, bem como acompanhamento de operações atípicas ou suspeitas. Além disso, é preciso analisar relatórios onde constam as movimentações feitas pelos clientes, geralmente utilizando filtros para detectar movimentações não usuais. 

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Também existem etapas que antecedem o monitoramento, como é o caso do uso de serviços específicos para localizar notícias desfavoráveis, veiculadas na mídia, enquadradas na Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro. Essas empresas disponibilizam, por exemplo, o nome completo, razão social, CPF e CNPJ, e a veiculação de notícia na mídia.

Por outro lado, uma alternativa é utilizar ferramentas de busca disponíveis na internet, pesquisando os nomes dos envolvidos e, além disso, há também instituições que utilizam sistemas informatizados para monitorar as transações. Ou seja, a ferramenta facilita a supervisão das transações e detecta aquelas que fogem do padrão.

Confira também nosso post sobre o papel dos agentes integrantes do sistema financeiro nacional nas práticas de PLD/CFT. E, além disso, quais as boas práticas para corretoras de câmbio:

> PLD/CFT: entenda o papel dos agentes integrantes do sistema financeiro nacional

> PLD/CFT: boas práticas para corretoras de câmbio

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