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PLD/CFT e KYS: a importância do conhecimento de fornecedores e prestadores de serviços

Por banco-topazio | 19 de março de 2021

Saiba mais sobre procedimentos de compliance nas empresas e o que é o KYS (Know Your Supplier)

Dentro da política de PLD/CFT (Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Financiamento do Terrorismo) existem algumas estratégias e programas previstos em lei, um deles é o KYS (Know Your Supplier) ou, em português,  ‘conheça seu fornecedor’. 

A legislação determina que as instituições financeiras adotem medidas e controles internos no sentido de detectar e impedir a lavagem de dinheiro ou o financiamento do terrorismo.

Especificamente sobre o KYS, a normativa orienta as empresas a adotarem uma série de regras voltadas tanto à identificação quanto à aceitação de fornecedores e prestadores de serviços. A intenção é que as instituições não corram o risco de fixar contratos com empresas suspeitas de envolvimento em atividades ilícitas.

A importância e os benefícios de aplicar o procedimento KYS

É essencial que as instituições financeiras implementem as políticas determinadas. Isso porque, através da aplicação desses procedimentos, haverá o efetivo mapeamento. Além da prevenção de fraudes que possam ser cometidas por fornecedores.

A partir da prática do KYS do compliance, há redução não só dos riscos jurídicos, mas também financeiros e institucionais. É a partir de uma estratégia de Know Your Partner bem consolidado que as empresas garantem mais visibilidade e controle sobre a regulamentação das negociações com fornecedores e parceiros. 

O que é Due Dilligence

No contexto de KYS, as instituições acabam colocando em prática a atuação de ‘diligência prévia’ ou, em inglês ‘Due Diligence’. O termo está relacionado à busca detalhada sobre todos os dados de um determinado prestador de serviços. 

A partir da Due Diligence são analisadas diversas informações das empresas. Como por exemplo a área de atuação, os membros do quadro societário e até mesmo os ativos e passivos. Todos os dados levantados são fundamentais para que seja possível avaliar o vínculo com o fornecedor. E também garantir a segurança dessa contratação.

Como forma de mitigar riscos, as instituições podem observar a relevância da prestação de serviço do parceiro e terceiro do ponto de vista do risco de LD/FT. Além de avaliar a área geográfica na qual o prestador de serviço reside. E se possui relevante relacionamento comercial com colaboradores do governo ou órgãos públicos. 

Também é válido verificar se os setores de mercado em que o fornecedor está ativo representam risco de LD/FT. E ainda se há estrutura de taxas ou métodos de pagamento pouco comuns. Tal como requisito para pagamento em dinheiro ou pagamento a outras entidades que não o terceiro. E ainda pagamento para contas mantidas em países diversos do país em que o terceiro reside ou presta serviços.

A Due Diligence também está ligada a outros programas no âmbito da PLD/CFT, como o Know Your Client (KYC), por exemplo. 

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Atualizações do BACEN sobre a gestão de fornecedores em PLD/CFT

Na última atualização do Banco Central do Brasil (BACEN) referente à política de PLD/CFT para as instituições financeiras, constam fatores relacionados à prática de KYS. Segundo o documento, na contratação de um fornecedor, as empresas devem: obter informações que permitam compreender a natureza de sua atividade e a sua reputação. Bem como verificar se o fornecedor foi alvo de investigação. Ou de alguma ação relacionada com lavagem de dinheiro ou com financiamento do terrorismo.

Além disso, a instituição também precisa se certificar de que o fornecedor tem licença de operações. E ainda conhecer os controles adotados pelo contratado. Nesse sentido, que sejam relativos à prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A partir da aplicação dos programas ligados à política de PLD/CFT, as instituições financeiras estão cumprindo a legislação anticorrupção. E também garantindo a segurança das operações. Leia mais:

> PLD/CFT: boas práticas para corretoras de câmbio

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