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“Pense globalmente, aja localmente”: comprar do pequeno negócio pode salvar a Economia

Por banco-topazio | 23 de junho de 2020

O consumo local mantém o dinheiro girando na própria comunidade e é um ciclo de prosperidade que mantém empregos, negócios e faz bem para toda a sociedade

Nos anos 1990, as reflexões geradas pela globalização e temas ambientais, tratados em eventos como a ECO-92 trouxeram à tona um antigo mote dos ambientalistas norte-americanos: “Pense globalmente, aja localmente”. Era uma frase que mostrava que mesmo pequenas ações, em nível local e por pessoas comuns – hortas comunitárias, deslocamento de bicicleta – já tinham a possibilidade de impactar positivamente na preservação do meio ambiente, mesmo antes de políticas internacionais voltadas a esse propósito serem propostas e entrarem em prática.

Quase 30 anos depois, já no século XXI, e em meio a uma pandemia de proporções globais com consequências sociais e econômicas que inspiram gravidade, essa frase começa novamente a ecoar no debate sobre como vamos fazer para superar esse momento de crise sem precedente em nosso tempo. 

E de que forma podemos “agir localmente” para salvar a economia brasileira, e até a  mundial? A partir dos pequenos negócios. Grandes empresas, que dão as cartas no jogo econômico global, podem ter seu papel na conjuntura – podem pedir e dar ajuda econômica, podem engajar suas linhas de produção em esforço de guerra e deixar de fabricar automóveis para produzir ventiladores mecânicos, máscaras e álcool gel, mas em nosso dia-a-dia, nenhum de nós pode abrir mão dos pequenos negócios.

Micro e pequenas empresas geram nada menos do que 52% dos empregos com carteira assinada no Brasil, o equivalente a mais de 17 milhões de postos de trabalho. Além disso, os 10 milhões de pequenos negócios que existem no país são mais de 95% do total de empresas brasileiras e correspondem a cerca de 27% de toda a riqueza do país, o Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Cada um desses pequenos negócios precisa conseguir sobreviver a essa crise e, ao mesmo tempo, têm mais dificuldades em fazê-lo, já que a concorrência é grande e as dificuldades financeiras que atingem aos consumidores podem se tornar uma reação em cadeia que afeta toda a nossa economia, incluindo os grandes players. Ou seja: são exatamente elas, as micro e pequenas empresas, que fazem a economia girar e mantém o país funcionando.

Pegando junto

Com esse espírito em mente, diversas iniciativas estão surgindo para estimular e centralizar o consumo em pequenos negócios, no comércio e nos serviços disponíveis nos bairros das metrópoles e em pequenas cidades brasileiras, como as campanhas Cuide do pequeno negócio, Compre do bairro e Pertinho de Casa entre outras, voltadas justamente para a valorização desse tipo de empreendimento. Os sites dessas iniciativas são voltados tanto para o consumidor quanto para os próprios estabelecimentos e têm dicas de como atrair e fidelizar o cliente, ou então conectam consumidores e comerciantes, facilitando a efetivação da compra. Iniciativas como essa acabam por manter o dinheiro movimentado em sua própria comunidade.

Ainda que com funcionamento restrito devido a medidas de prevenção contra o novo Coronavírus, esses estabelecimentos estão se adaptando para a tele-entrega e retirada de produtos ou a prestação de serviços mais individualizados. 

Por que comprar do pequeno negócio?

– Porque faz o dinheiro circular pelo seu bairro e cidade, proporcionando o desenvolvimento da própria comunidade. O consumidor compra no mercadinho da esquina, que utiliza esse dinheiro para contratar um marceneiro para fazer prateleiras mais resistentes; uma pequena empreendedora também pode comprar no mercadinho a matéria prima para as marmitas que produz; o mercadinho compra em atacado do agricultor familiar, que consegue escoar sua produção com mais rapidez, e assim por diante.

– Porque, ao comprar no comércio local, o consumidor diminui seus deslocamentos e evita aglomerações desnecessárias; também diminui o trânsito e faz economia, dando espaço na carteira para mais e melhores compras.

 

Cooperar com a comunidade por meio de redes de atividades complementares e incentivar o consumo junto aos pequenos negócios é uma forma de ajudar no enfrentamento da crise e promover um movimento de adaptação aos novos tempos. E você, como está fomentando a economia local? Conta pra gente!

 

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