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O universo das APIs: tipos de integração, design e segurança

Por banco-topazio | 20 de maio de 2021

Conheça os tipos de integração de APIs e ainda, saiba mais sobre design e segurança das tecnologias

As Interfaces de Programação de Aplicações (APIs) são conjuntos de padrões, definições ou protocolos de programação voltadas à Tecnologia da Informação (TI). Existem diferentes especificações e tipos de integrações de dados, que definem como as APIs são criadas e, nesse sentido, possibilitam a comunicação dos dados entre aplicações web.

Então, para entender mais sobre esse universo, confira detalhes sobre o processo de elaboração, abordagens de transmissão, especificações e como é feita a segurança das Interfaces de Programação.

Tipos de integração: SOAP x REST

A partir da proliferação das APIs web, foi criada uma especificação de protocolo para auxiliar na padronização da troca de informações: o SOAP (Simple Object Access Protocol). As APIs projetadas com SOAP usam o XML como formato de mensagem e recebem solicitações por HTTP ou SMTP. Dessa forma, o SOAP agiliza o compartilhamento de dados por aplicações executadas em ambientes diferentes ou redigidos em idiomas diferentes.

Além do SOAP, outra especificação é a REST (Representational State Transfer). As APIs web que adotam as restrições de arquitetura da REST são as APIs RESTful. As duas especificações são diferentes. O SOAP é um protocolo e a REST é um estilo de arquitetura. Ou seja, isso significa que não existe um padrão oficial para APIs RESTful web.

Para a definição RESTful, elas devem estar de acordo com 6 restrições de arquitetura:

Arquitetura cliente-servidor: a arquitetura REST é composta por clientes, servidores e recursos. Ela lida com as solicitações via HTTP.

Sem monitoração de estado: nenhum conteúdo do cliente é armazenado no servidor entre as solicitações. Em vez disso, as informações sobre o estado da sessão permanecem com o cliente.

Capacidade de cache: o armazenamento em cache pode eliminar a necessidade de algumas interações entre o cliente e o servidor.

Sistema em camadas: as interações entre cliente e servidor podem ser mediadas por camadas adicionais. Essas camadas podem oferecer recursos extras, como balanceamento de carga, caches compartilhados ou segurança.

Código sob demanda (opcional): os servidores podem ampliar a funcionalidade de um cliente por meio da transferência de códigos executáveis.

Interface uniforme: essa restrição é essencial para o design de APIs RESTful e inclui quatro vertentes:

– Identificação de recursos nas solicitações: os recursos são identificados nas solicitações e separados das representações retornadas para o cliente.

Manipulação de recursos por meio de representações: os clientes recebem arquivos que representam recursos. Essas representações precisam ter informações suficientes para permitir a modificação ou exclusão.

Mensagens autodescritivas: cada mensagem retornada para um cliente contém informações suficientes para descrever como ele deve processá-las.

Hipermídia como plataforma do estado das aplicações: depois de acessar um recurso, o cliente REST pode descobrir todas as outras ações disponíveis no momento por meio de hiperlinks.

Design das APIs

O processo de elaboração das APIs é o design e, a partir dele são expostos os dados e funcionalidades de aplicação para a utilização de desenvolvedores e usuários. É preciso considerar alguns princípios básicos para que um design de API seja bom, ainda que a implementação possa ser feita de formas diferentes.

Para garantir uma boa navegação para os usuários, por exemplo, é preciso que as equipes elaborem um design simples e intuitivo. Nesse sentido, o principal objetivo é atingir um formato que não exija necessariamente a muita explicação, mas sim que seja fácil de entender desde o primeiro uso.

Em outras palavras, na etapa de formulação do design, os desenvolvedores precisam levar em conta pelo menos três itens essenciais: a simplicidade, o formato dos dados, a estrutura dos métodos, o modelo de dados, a autenticação e as políticas de uso.

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A segurança das APIs

A segurança das APIs é, essencialmente, a proteção à integridade das APIs que uma empresa possui e utiliza. Na prática, as empresas as utilizam para realizar a conexão de serviços e, também, a transferência de dados. Nesse sentido, APIs sem a devida segurança podem dar espaço para invasões virtuais e, consequentemente, violação de informações importantes.

É fundamental trabalhar com as APIs em um ambiente confiável com políticas de autenticação e autorização. Portanto, entre as maneiras existentes para fortalecer a segurança das APIs, estão: uso de tokens, uso de criptografia e assinaturas, realizar o monitoramento dos componentes de sistema operacional, rede, drivers e APIs e, ainda, utilizar cotas e limites de acesso. Além disso, outra alternativa é o uso de um gateway que possibilite a autenticação do tráfego e, ainda, controle e analise o uso das APIs.

Dessa forma, a maior preocupação da segurança de APIs web está relacionada com a transferência de dados por meio de APIs que estão conectadas à Internet. As APIs REST usam HTTP e são compatíveis com criptografia do protocolo de Transport Layer Security (TLS), que é um padrão que mantém privadas as conexões na internet, bem como confere se os dados transferidos entre dois sistemas estão criptografados e inalterados.

Já as APIs SOAP usam protocolos incorporados conhecidos como Web Services Security (WS Security), que definem um conjunto de regras orientado por confidencialidade e autenticação.

Em geral, as SOAP têm medidas de segurança mais completas, por outro lado, elas também demandam maior esforço de gerenciamento. Ou seja, recomenda-se as APIs SOAP para empresas que lidam com dados confidenciais.

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