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Minimercado: desafios e dicas para a gestão do negócio

Por banco-topazio | 4 de junho de 2020

Apesar da pequena escala, a gestão de um minimercado não deve em nada para os grandes varejistas. Gerenciar bem e com responsabilidade gera excelência e garante o afeto e fidelidade dos clientes.

Alma dos bairros, detentores de produtos diferenciados e objetos do afeto de sua clientela, os minimercados, apesar da pequena escala, podem ter um funcionamento e demandar uma gestão quase tão complexa quanto à de estabelecimentos varejistas de grande porte.

O que, muitas vezes, diferencia um mini de um super ou hipermercado são as necessidades geradas pelo volume de compras, operações logísticas e recursos humanos, mas comércios dos dois extremos podem ter muitas rotinas em comum: gestão de pessoas, rotinas fiscais, controle de estoque, além da necessidade de ter um bom atendimento, inovar em processos, manter a fidelidade de seus clientes e, é claro, ter sustentabilidade econômica.

São pontos bem objetivos, mas que, no caso dos minimercados, podem representar um sério desafio para equipes pequenas, de empresas familiares, e que na maioria das vezes não têm a possibilidade de contar com a expertise especializada das grandes empresas.

Garantir o básico em minimercado

Antes de qualquer mergulho em necessidades mais “técnicas”, qualquer bom mercado – pequeno ou grande – tem de estar atento a algumas questões que são básicas: localização (centralizada, em vias de maior circulação, fácil de acessar), atendimento (de qualidade e preocupado com as necessidades do cliente), relacionamento (saber resolver problemas e se antecipar a eles), comunicação visual (o que facilita a vida tanto dos clientes quanto da equipe e fornece informações efetivas) e limpeza. São itens que, combinados, já dão ao minimercado um potencial de se tornar uma referência para o bairro e se sobressair em relação aos concorrentes.

Além do básico para minimercado

Para além desses itens elementares, a gestão dos minimercados se torna mais complexa mas não menos importante e até essencial para a sobrevivência e sucesso desses empreendimentos. Afinal, desorganização nas contas, falta de planejamento no controle de estoques, falta de atualização em relação às necessidades do mercado e dos recursos humanos e falta de uma visão mais ampla da conjuntura econômica podem colocar por água abaixo todo o esforço empregado para erguer a empresa.

Para não ter que correr atrás do prejuízo, é importante ter em mente alguns aspectos:

– Planejamento financeiro: envolve controle de caixa, logística de estoque e classificação de produtos e suas cargas tributárias.

– Controle de estoque: demanda um olhar panorâmico sobre as mercadorias e suas alíquotas de imposto e a manutenção de produtos alinhados à previsão de demanda e os prazos de entrega. 

– Volume de compras: deve ser voltado a evitar desperdícios, e também a garantir o fluxo de produtos de menor saída, mas diferenciados e exclusivos, que podem ter maior margem de lucro.

– Fidelização de clientes: com um bom atendimento, atualizado diante das necessidades do consumidor; um acompanhamento de suas demandas, reclamações e garantindo que o negócio se antecipe às suas manifestações; 

– Ações de marketing: Promoções, brindes por fidelidade recompensas e valorização da fidelidade do cliente

Essas questões demandam uma equipe bem-treinada e integrada aos valores e objetivos da empresa, com colaboradores que refletem seu próprio engajamento com o negócio na maneira como se relacionam com a clientela. E para isso precisam ser valorizados.

Para todos os aspectos abordados, é útil garantir uma boa gestão financeira voltada especificamente a pequenos negócios. Isso pode fornecer um auxílio para integrar todos esses aspectos e manter as atividades em dia. Assim, um negócio de pequeno porte não fica devendo nada às grandes operações varejistas.

 

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