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Métodos ágeis: confira as principais ferramentas

Por banco-topazio | 30 de abril de 2021

Confira detalhes sobre os métodos ágeis e também qual a importância da implantação dessas práticas na sua empresa

Os métodos ágeis pretendem otimizar os processos de produção e entrega, além de ampliar a eficiência das organizações a partir de práticas específicas. Em outras palavras, as metodologias têm o objetivo de simplificar a execução dos projetos e impactar positivamente nos resultados das organizações.

No momento de buscar a implementação dos métodos ágeis, é fundamental que as empresas façam uma análise estratégica de todo o funcionamento dos processos. Uma das ferramentas mais utilizadas durante esse procedimento é a SWOT, que envolve análise de: Strengths (Forças); Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças). 

Então, a partir de uma análise aprofundada, é possível traçar com maior segurança um planejamento estratégico para a organização ou especificamente para novos projetos. 

Exemplos de métodos ágeis

Algumas metodologias foram criadas para auxiliar os times a buscar os melhores resultados necessários. Entre elas: Lean Software Development, Scrum, Extreme Programming (XP) e o Kanban. A partir do detalhamento, elaborado é possível definir quais são as melhores opções para a sua empresa.

Quem vai nos explicar um pouco sobre as principais metodologias é o coordenador de desenvolvimento de sistemas da Fineasy Tech, empresa parceira de tecnologia do Banco Topázio, Daniel Brum. Confira, a seguir, os apontamentos dele:

Lean Software Development:

A metodologia Lean teve seu início e desenvolvimento pela Toyota, com objetivo de guiar os processos industriais da linha de montagem, buscando fortemente eliminar o desperdício, aumentar a velocidade de processos e buscar a excelência na qualidade da entrega.

O Lean Software Development busca os conceitos das linhas de montagens enxutas para o desenvolvimento de software, para que utilizando esses mesmos princípios, as equipes consigam eliminar o desperdício e alcançar os melhores resultados em suas entregas.

O objetivo desse método é ter as coisas certas, no lugar certo, e na hora certa. Ele oferece um conjunto de princípios que as organizações podem utilizar para adaptar ferramentas e técnicas a suas necessidades e de acordo com a capacidade produtiva existente.

Lean vai além do desenvolvimento ágil de software, oferecendo uma perspectiva mais abrangente que permite e busca resultados ainda melhores para as entregas. Dessa forma, um exemplo de utilização do Lean é o desenvolvimento de produtos.  

Scrum:

Scrum é um framework, ou seja, um conjunto de técnicas ágil para gestão e planejamento de projetos de software. No Scrum, ocorre a divisão dos projetos em ciclos, que podem variar de 1 a 4 semanas, chamados de Sprints. Cada Sprint em um ciclo de desenvolvimento de um produto, representa um Time Box (gerenciamento de tempo), que é um conjunto de atividades que devem ser executadas para compor a entrega do Sprint.

As atividades do Sprint que devem ser implementadas são mantidas em uma lista, que é conhecida como Product Backlog. Em alguns casos, se faz necessária uma reunião de refinamento, onde o time se reúne para realizar um entendimento mais aprofundado sobre algum tema específico do próximo Sprint.

No final de um Sprint, a equipe organiza uma apresentação com as funcionalidades implementadas. Essa reunião é chamada de Review e tem como objetivo mostrar ao Product Owner (responsável pelos negócios e pela interlocução entre clientes e equipe) o que foi desenvolvido e se está de acordo com o esperado.

E por fim, temos a reunião de Retrospectiva (Retrospective) da SQUAD. Onde a equipe se reúne, conversa sobre fatos bons que aconteceram, pontos de melhoria, ações para o próximo Sprint. Nessa reunião podem ser aplicadas diversas dinâmicas, onde cada equipe pode identificar a que melhor se encaixa na sua realidade.

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Extreme Programming:

Extreme Programming, mais conhecida como XP, é uma metodologia que tem o foco no desenvolvimento e na entrega de software que possui valores e princípios que são embasados e fundamentados por um conjunto de boas práticas.

É uma metodologia bastante usada para o processo de desenvolvimento de software, onde faz um complemento ao Scrum, pois acaba tendo o foco maior nos processos de desenvolvimento de software e na sua engenharia.

Temos um conjunto de quatro valores: comunicação, simplicidade, feedback e coragem, aos quais acabam gerando treze práticas, tais como: jogo do planejamento, programação em pares, versões pequenas, propriedade coletiva, metáforas, integração contínua, projeto simples, semana de 40 horas, testes, cliente presente, refatoração, padronização de código e reuniões diárias.

Dessa forma, as características da metodologia XP são a flexibilidade e o dinamismo. Além disso, ela auxilia na agilidade e qualidade no desenvolvimento de softwares. 

Kanban:

Kanban é um termo japonês que significa “cartão”. O sistema recebeu esse nome pela própria empresa que o desenvolveu, a Toyota. Ele permite, por exemplo, que as equipes gerenciem com maior rapidez o acompanhamento das atividades e ritmo do trabalho.

O formato de trabalho no Kanban é muito simples, pois existem os cartões, que representam atividades que devem ser feitas, as colunas onde as atividades podem ou não passar e o quadro de fixação, podendo ser virtual, através de alguma ferramenta ou físico.

O Kanban é uma ferramenta muito útil na gestão ágil, pois permite que as equipes consigam gerenciar o fluxo de trabalho e que os gestores tenham uma dimensão de como está o trabalho e seu ritmo. Ajuda a ter um equilíbrio nas tarefas, para que não ocorram interrupções por falta de alguma atividade dependente. E, por fim, ajuda a limitar a quantidade de trabalho a ser feito, respeitando a capacidade produtiva da equipe.

Métodos ágeis no Banco Topázio

Nós do Banco Topázio e Fineasy Tech, criamos um modelo ágil baseado nas melhores práticas apresentadas acima. Portanto, nelas se encaixam as nossas necessidades de entregas e demandas. No decorrer das publicações iremos abordar de forma prática, como encaixamos o mundo da agilidade na realidade bancária.

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