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E-commerce: saiba como montar uma loja virtual eficiente

Por banco-topazio | 1 de junho de 2020

Canal de compras consolidado e detentor da confiança do consumidor brasileiro, as lojas virtuais são um segmento econômico que passa longe da estagnação, mesmo durante crises como a provocada pela pandemia de Coronavírus, pela qual estamos atravessando agora.

Segundo a Ebit|Nielsen, que analisa o comércio eletrônico no Brasil, o ano de 2019 teve um crescimento de 16.3%, com um faturamento de R$ 61,9 bilhões, refletido pelo aumento no volume de vendas: enquanto em 2018 houve 122,7 milhões de compras em lojas virtuais, em 2019 esse número chegou a 148,4 milhões.

E os dados acima não se referem apenas a grandes varejistas do mercado virtual, como Amazon, Mercado Livre ou Magazine Luíza, mas a todas as empresas que trabalham com este canal de venda.

Com a crise do Covid-19, as lojas virtuais se tornam cada vez mais relevantes e indispensáveis, já que nada indica que as situações de restrição serão suspensas tão cedo. No mínimo, segundo especialistas, períodos de flexilbilização dos setores de comércio e serviços serão alternados com novos intervalos de quarentena períodos se houver novo crescimento no contágio pelo novo coronavírus. Diante disso, para o consumidor, será cada vez mais cômodo e seguro fazer transações à distância. Prova disso é que, apesar da crise, há setores que estão aumentando suas vendas online a partir da pandemia, como produtos de higiene e limpeza, além do segmento de refeições prontas.

Ganhos em escala e otimização das vendas

Se você já realiza televendas, ou vende por meio de redes sociais – onde o catálogo de produtos e/ou serviços normalmente é disponibilizado por mensagens ou arquivos -, ter uma loja virtual pode ser um estágio mais “evoluído”. Isso acontece porque comprar por meio de um site na internet despessoaliza a compra. Com esse atendimento automatizado, a empresa pode ganhar em escala e otimizar suas vendas.

Mercados e postos de combustível

Uma loja virtual também não precisa vender somente e produtos unitários. Pode também comercializar pacotes de produtos e serviços. No caso de postos de combustíveis, isso pode se traduzir em uma “assinatura” anual de itens como lavagem automotiva e troca de óleo, ou uma cota fixa mensal de combustível; já se o seu negócio é um minimercado, além do catálogo tradicional de produtos, com sua “ficha técnica” – medidas, fabricante, ingredientes, sabores, entre outros – é possível disponibilizar cestas de produtos em diferentes segmentações como “sem glúten/lactose”, “queijos e vinhos” e assim por diante. É uma maneira de valorizar e distinguir sua oferta de produtos e combinar vendas, facilitando a vida do cliente com opções criativas.

Lojas virtuais na prática:

Além das vantagens evidentes de operar seu negócio por meio de uma loja virtual, abaixo seguem alguns pontos para ter em mente na hora de montar seu comércio na internet. 

– Planeje e organize sua loja virtual

Onde você vai hospedar sua loja? Há a possibilidade de abrir uma loja virtual própria ou inserir produtos em um marketplace, como o Mercado Livre, Elo 7 ou Enjoei, plataformas prontas que reúnem lojistas diversos. Para quem abre sua loja pela primeira vez, o marketplace pode ser uma solução conveniente, pois já existem layouts prontos, formas de pagamento fixas e entrega organizada, o que serve para você ir se familiarizando com o meio e estudando a própria concorrência. Mas é necessário pagar comissões sobre a venda e competir com outros vendedores. Já ao ter sua própria loja, é necessário investir na montagem de um layout, estudar meios de venda – e integrá-los ao site, entre outros detalhes que são mais frequentemente desenvolvidos por um profissional contratado para essa finalidade.

A montagem da loja não é a única coisa: você também precisa estruturar a rotina do site: os prazos de entrega, quais serão eles; quem vai ficar responsável pela organização do estoque, por responder aos contatos dos clientes e tirar dúvidas; quem vai enviar os pedidos. Todos são detalhes importantes para que o dia-a-dia de seu site se dê sem grandes percalços. 

– Dê atenção à apresentação dos produtos:

Esse é um dos pontos principais de sua loja e, de certa forma, o “cartão de visitas”. Invista em boas imagens de seus produtos (ainda mais se forem itens in natura ou pratos prontos) e descrições detalhadas dos itens e das opções de venda – medidas, cores, sabores, fabricantes. Isso pode ser determinante na venda virtual, já que, muitas vezes, se o consumidor não encontra as informações de que precisa, desiste da compra antes mesmo de tirar as dúvidas com o vendedor. 

– Esteja disponível para atender e fidelizar o cliente

Uma das coisas que mais pode incomodar mais irritantes quem precisa de informações ou quer mais detalhes sobre sua compra é buscar por canais de contato e encontrar apenas um formulário de “fale conosco”. Colocar diferentes canais de comunicação, como telefone, endereço, e-mail, redes sociais – o WhatsApp é um meio cada vez mais utilizado é se mostrar disponível aos anseios do consumidor. E, claro, ter uma taxa rápida de resposta. O cliente aprecia e muito a agilidade do lojista, ainda mais à distância. 

Além disso, é importante disponibilizar ao cliente um link para uma “F.A.Q.” (sigla em inglês para “perguntas frequentes”), com a política de devolução, reclamações, prazos de entrega, meios de pagamento entre outras dúvidas que podem ser comuns ao seu público.

Outro ponto relevante é tentar impedir que o consumidor “abandone as compras” ao selecionar produtos sem concluir o processo. Para isso, boas táticas são oferecer frete grátis a partir de um determinado volume de compras ou para itens de valor elevado (apenas veja se o custo do envio não irá comprometer sua margem de lucro), ou cupons de desconto a partir do cadastro no site ou primeira compra, ou quando estiver para sair do site.

– Divulgue seu negócio!

O marketing digital é tema para um post inteiro, mas o importante é salientar que é fundamental conhecer o perfil de seu cliente e apostar na divulgação de seus produtos e serviços onde o consumidor está: nas redes sociais, em sites de notícias relacionadas ao tipo de produto que você oferece, etc. Um e-mail ou mensagem de WhatsApp com a seleção de produtos da semana (não mais que uma vez na semana para não lotar a caixa de seu cliente), fotos caprichadas no instagram ou anúncios no Google. Tudo é relevante mas é preciso, de fato, estudar o cliente para não desperdiçar seus recursos no lugar errado.

Gostou das dicas? Você também pode fazer cursos online. Um exemplo é este, oferecido pelo Sebrae, que mostra um passo-a-passo da montagem de um site de vendas. Acesse aqui.

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