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Crise do coronavírus: impactos positivos e negativos para as fintechs

Por banco-topazio | 14 de julho de 2020

Embora área de crédito tenha sido afetada pela pandemia, carteiras digitais vivem grande procura.

Em toda a economia brasileira – e mundial, os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus provocaram uma mudança de rotinas, funções e processos. O fechamento obrigatório de estabelecimentos, o distanciamento social por parte dos cidadãos e as medidas de segurança e higiene relacionadas à doença mudaram o modo como nos comportamos no trabalho e fora dele.

Nesse sentido, as Fintechs, startups que oferecerem serviços financeiros de forma inovadora, não estão de fora desse cenário ainda tão incerto, ainda mais pelo fato de que o ambiente econômico como um todo está plenamente inserido no contexto da pandemia.

No entanto, assim como houve perdas para uma parcelas das Fintechs, outras empresas do setor estão conseguindo viver um bom momento justamente pelas transformações impulsionadas pela chegada da pandemia.

Crédito em baixa, carteiras digitais em alta

De acordo com a gerente de Operações e Implantação BaaS (Bank as a Service) do Banco Topázio, Viviane Haetinger, uma parte das empresas do setor está passando por um momento de crise bem difícil – particularmente, as que trabalham com oferta de crédito, apesar da grande procura do público final, sejam clientes pessoa física ou com pequenos negócios. “As pessoas estão procurando e tentando tomar crédito no mercado, mas essas empresas não conseguemliberar o crédito, dado o cenário. Muitas outras instituições financeiras estão na mesma situação”, explica. A diminuição em algumas Fintechs, aponta a gerente, chega a ser de mais de 50% da capacidade de liberação de crédito.

Segundo Viviane, no entanto, essas empresas estão começando a se adaptar e entender melhor o cenário, principalmente no sentido de “repensar seu processo de análise e concessão de crédito” ainda que estejam trabalhando longe de sua meta habitual.

Por outro lado, para uma outra parte das Fintechs, a crise representou uma oportunidade que está provocando um boom em um setor específico: o das carteiras digitais. “As Fintechs desse segmento estão em um momento muito significativo, porque o comércio eletrônico aumentou muito. Houve um crescimento gigantesco em pedidos de restaurantes, compras pela internet e as Fintechs que trabalham com os pagamentos desses estabelecimentos estão gerenciando um volume altíssimo”, salienta.

Bank as a Service vive crescimento

No Banco Topázio, desde o início da pandemia, ocorreu um aumento de mais de 50% na procura do Bank as a Service (BaaS) para carteiras digitais. “Várias empresas estão querendo criar uma carteira digital e se conectar a um banco porque estão enxergando oportunidades nesse período”, relata. Já carteiras digitais responsáveis pelo pagamento de outros segmentos, como aplicativos de transporte e outras áreas não tão requisitadas durante a pandemia, embora não tenham tido perdas tão grandes, vivem uma fase de estagnação, de acordo com a gerente.

Um dos efeitos do crescimento das carteiras digitais é uma busca maior por um produto específico ofertado pelo BaaS do Banco Topázio: as contas de pagamento com subcontas, que permitem que o cliente da Fintech tenha um número de conta próprio, o que agiliza o processo de transação e fechamento de operações. “O fato de termos implementado este produto despertou a procura de muitas Fintechs para esse mercado, proporcionando o crescimento no segmento de contas virtuais”, avalia.

Dois fatos relevantes para o cotidiano das Fintechs devem proporcionar ainda mais oportunidades para o setor: a implementação do sistema PIX, marcada para o mês de novembro e a regulamentação do Open Banking, que começou a ser realizada pelo Banco Central do Brasil a partir do mês de abril.

Home office naturalizado

Uma das principais mudanças provocadas pelas medidas de distanciamento social demandadas à população foi o trabalho remoto, a partir de casa, para todos os segmentos e empresas que podem prescindir das atividades presenciais. Para Viviane Haetinger, essa foi uma das questões mais facilmente trabalhadas no dia a dia das Fintechs, já que, em muitos casos, um grande número de colaboradores dessas empresas já realizava o chamado “home-office” e os escritórios das empresas já são bastante enxutos. A pandemia deve, aliás, intensificar a migração para o home office em outros segmentos, que passarão a vivenciar as vantagens desse formato.

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