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Como a Matriz BCG pode ajudar na avaliação do mix de produtos

Por banco-topazio | 24 de março de 2020

Saiba como aplicar a matriz BCG e avaliar quais produtos da empresa devem ser mantidos

Muitas empresas têm dificuldade em identificar porque o desempenho financeiro está abaixo das expectativas. Às vezes, esse problema está no mix de produtos oferecidos, que se torna complicado de analisar principalmente caso a empresa ofereça uma ampla cartela.

Pensando em resolver esse problema, em 1970, o americano Bruce Henderson criou uma técnica para a empresa de consultoria empresarial Boston Consulting Group (BCG). O método, que ficou conhecido como matriz BCG, tem como objetivo analisar a aceitação dos produtos pelo público consumidor, identificando aqueles com maior potencial de lucro com pouco investimento.

A matriz proporciona ao administrador avaliar graficamente cada produto oferecido pela empresa, classificando-os em cada quadrante. Ao fim da análise, é possível decidir o que fazer com os produtos, definir oportunidades de investimento ou identificar necessidade de recuo nas aquisições. Lembre-se: antes de começar, é preciso ter o domínio das informações completas sobre seu produtos.

 

Como interpretar?

A matriz BCG é formada por duas métricas: taxa de crescimento do mercado e participação do produto no mercado. Os produtos devem ser encaixados em cada quadrante, de acordo com as seguintes categorias, nomeadas simbolicamente conforme cada característica:

Vacas leiteiras: são produtos que geram muito lucro sem precisar de muito investimento, já que o crescimento do mercado é baixo. São consolidados no mercado e procurados pela necessidade do consumidor e pela reputação no mercado.

Estrelas: apesar de também gerarem lucro, são produtos que demandam mais investimento em marketing e dinheiro para alcançarem bons índices de venda, já que o mercado está em crescimento. Podem se tornar vacas leiteiras com o tempo.

Pontos de interrogação: produtos que não geram muita receita, mas que a empresa aplica alto investimento por ser uma aposta estratégica. São itens novos no mercado, que podem despontar como revelações e atingir grande procura, se tornando estrelas.

Abacaxis: apresentam pouca procura pelos consumidores ou não geram lucro, além de não terem potencial de crescimento no mercado. Deve-se avaliar se realmente vale a pena mantê-los, além de um possível reposicionamento de marketing.

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O que fazer após a identificação dos produtos na matriz?

Agora que você já identificou a qual categoria cada produto da sua empresa corresponde, é hora da tomada de decisões. Recomendamos algumas ações relativas a cada classificação.

Vacas leiteiras – aqui a recomendação óbvia é manter os produtos e ir aumentando os investimentos caso a demanda esteja em ascensão. Mas cuidado com as vacas leiteiras em final de ciclo, cuja procura pelos consumidores esteja caindo.

Estrelas – avalie se vale investir recursos em marketing e na aquisição desses produtos, especialmente das estrelas que estejam gerando mais lucro. Como esses produtos são bastante procurados pelo consumidor, o investimento muitas vezes é necessário para suprir essa necessidade.

Pontos de interrogação – esses produtos podem tanto se tornar estrelas como também abacaxis. Monitore de perto o desempenho desses itens a fim de tomar decisões rápidas e eficientes

Abacaxis – itens que não são mais viáveis devem ser abandonados para garantir a saúde financeira da empresa, especialmente se adquiridos sempre em volumes elevados.

É importante lembrar de fazer uma reavaliação da Matriz de forma periódica, já que o mercado é dinâmico e é influenciado por diversas variáveis, como a sazonalidade e os preços. Lembre-se de considerar esses aspectos na avaliação, na medida em que certos produtos podem ser vacas leiteiras em certas estações do ano, por exemplo. O hábito da aplicação regular da Matriz BCG vai garantir que seu mix de produtos esteja sempre ajustado.

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