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A empresa pós-crise: mais cooperativa, conectada e digital

Por banco-topazio | 17 de junho de 2020

Além de ser imprevisível em sua duração e efeitos, a crise provocada pelo coronavírus coloca um importante desafio: descobrir o que se tornarão as empresas após essa tempestade passar e mudar tudo

O que estamos enfrentando com a crise econômica e social gerada pela pandemia de Covid-19 promete, sem que necessariamente tenhamos escolha, uma mudança na maneira como nosso mundo funciona.

Nada ainda indica uma cura para essa doença que mal conhecemos, e a maneira como os negócios grandes e pequenos operam pode se modificar profundamente. Possivelmente, períodos de restrição de circulação e flexibilização podem se alternar até por anos, a depender da evolução de contágios. Isso muda a dinâmica do mercado de trabalho e do consumo e todos seremos impactados por isso.

Embora o cenário seja grave, se de fato quaisquer previsões irão se concretizar depende de como nós, cidadãos, poder público e iniciativa privada, nos comportaremos diante das situações que vão se impor. A realidade é que, historicamente, os seres-humanos se adaptam. Diante das mudanças da natureza, diante de fatos históricos de grande gravidade, é assim que a humanidade tem se comportado nos últimos séculos. Por isso, é certo que sairemos dessa crise. Mas como?

Unidos venceremos a crise

Em um painel virtual promovido pela Endeavor, organização internacional voltada ao fortalecimento do empreendedorismo, Martin Escobari, diretor geral da General Atlantic e foi co-fundador da Submarino.com, Nico Szekasy, co-fundador da Kaszek Ventures e Shailesh Rao, sócio da TPG Growth, dividiram algumas de suas reflexões sobre como as empresas se transformarão ao longo desta crise e como também poderão se fortalecer com ela. 

Algumas das reflexões estão relacionadas com:

– Corte de gastos: apesar da imprevisibilidade desse cenário – pois não sabemos quanto tempo ele durará e que impacto exato ele terá –, o primordial é que as empresas cortem seus gastos o quanto puderem, tentando, ao menos garantir caixa para os próximos 18 meses.

Este vídeo do educador financeiro Gustavo Cerbasi fornece uma reflexão relevante sobre essa parte específica e traz dicas de contenção de despesas durante o período:

– Planejamento de longo prazo: parece impossível, mas é importante estudar diferentes cenários e como a sua empresa poderia atuar em cada um deles, vislumbrando diferentes possibilidades de atuação depois desse período prévio de sobrevida. Isso passa por tentar imaginar como a empresa poderá se beneficiar de uma mudança de foco. Na prática, isso já acontece, por exemplo, com lojas de rua que tentam se fortalecer no ramo de tele-entregas, educadores físicos que dão treinamentos online, adaptando seus alunos a exercícios sem equipamentos de alto custo ou atendimento médico-terapêutico à distância nos casos em que a legislação permite essa modalidade, isso só para ficar em três exemplos de pequenas operações.

Para poder realizar a primeira necessidade, a econômica, e desenvolver a segunda, a do planejamento, segundo o debate desses importantes agentes do mercado, a chave está em três aspectos que deverão nortear o terreno empresarial nesses tempos de crise:

– Rede de apoio: buscar a cooperação com outros empreendedores, tanto do mesmo setor, quanto de outros. A formação de redes acaba por unir forças complementares, fortalecendo os pequenos negócios. Um exemplo que já se pode ver nesses primeiros meses de crise são as campanhas para o consumo local, com sites que unem consumidores e negócios do bairro ou de pequenas cidades. Assim, forma-se um círculo virtuoso que mantém o dinheiro circulando na comunidade e é uma relação de ganho para consumidores, empresários e toda a sociedade.

– Comunicação: jogar limpo com todas as relações vinculadas ao seu negócio é fundamental. É necessário ter transparência sobre o momento que a empresa está enfrentando, o que se está fazendo e como se está contribuindo para esse enfrentamento. Como esse cenário afetará colaboradores, fornecedores e investidores, é essencial que estes decidam o que podem dar em troca e como podem se engajar no esforço que o seu negócio está realizando.

– Migrar para o digital: o chamado “novo normal”, a maneira como teremos de nos comportar a partir de agora, tem tudo a ver com uma vida mais digital. A comunicação por vídeo chamadas e eventos em forma de “live”, fazem parte do já famoso “home-office”: o trabalho a partir de casa, que já é uma realidade para muitas empresas que perceberam que é possível manter a produtividade sob essa modalidade de trabalho. Evitar aglomerações (e trabalhar presencialmente com absolutamente todos os cuidados que isso exige, ainda mais se envolve o público externo), e migrar processos para o formato digital é como várias atividades vão se realizar a partir de agora. Uma dica importante, portanto, é se mirar nas experiências que já estão sendo realizadas nesse sentido – delivery, transações online, reuniões por videoconferência, etc, e entender como se estrutura a operação de quem já possui expertise nesses formatos que nem são assim tão novos.

É esse o espírito que está dentro dos que enxergam oportunidades na crise. É mais do que sobrevivência, pode ser também transformação e sucesso.

 

Fique ligado! O blog Mais Negócio está produzindo uma série de conteúdos para ajudar os pequenos negócios a enfrentar esse momento com mais confiança e informações. Neste link dá para conferir tudo o que já foi produzido.  

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