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4 dicas para administrar uma empresa familiar

Por banco-topazio | 21 de fevereiro de 2020

Quando se administra uma empresa familiar, é preciso ter alguns cuidados para evitar que os conflitos pessoais não prejudiquem os negócios

Unir a família na gestão de uma empresa pode trazer muitas vantagens. Além de toda a tradição do negócio, que vai sendo transmitida de geração a geração, as empresas familiares podem aproveitar a proximidade com os parentes para gerar mais motivação e aumentar a renda para a família. No entanto, devido à proximidade das relações, alguns cuidados são necessários para que os limites entre pessoal e profissional não sejam ultrapassados.

Entre os problemas que podem surgir, estão desavenças na gestão, sucessão, conflitos na esfera pessoal ou ainda desentendimentos com relação a salário ou marcação de férias, por exemplo. Para evitar essas questões, é preciso planejar o envolvimento da família a longo prazo e delimitar cargos e atribuições.

Confira algumas dicas para uma boa gestão de uma empresa familiar de pequeno porte:

1. Planejamento do organograma

Realizar um planejamento eficiente é mais simples do que parece. Planejar é o ato de tomar decisões e traçar objetivos e metas com base na situação atual da empresa, nas perspectivas a médio e longo prazo. Para envolver a família no organograma, ou seja, o gráfico da estrutura hierárquica da empresa, é preciso primeiramente conhecer as expectativas e habilidades de cada colaborador quanto ao futuro do negócio. Além disso, critérios bem fundamentados para a escolha das atribuições podem facilitar a vida do gestor na hora da decisão.

2. Limites entre relacionamento pessoal e profissional

A proximidade nas relações pode representar um ponto negativo, caso o gestor não estabeleça limites logo no início do contrato de trabalho. Desavenças pessoais devem ser resolvidas em casa; e decisões sobre o trabalho não podem ser influenciadas exclusivamente por questões pessoais nem por aspectos emotivos. A profissionalização exige que o familiar responda por obrigações, tarefas e deveres no mesmo nível de colaboradores fora da família.

3. Controle financeiro

A regra básica é separar as contas pessoais das contas da empresa. É essencial que o caixa do negócio seja gerido em uma conta própria, ainda mais quando os familiares já compartilham uma mesma conta pessoal. A falta de limites pode dificultar até mesmo a declaração de impostos caso a demonstração financeira da empresa fique confusa. Além disso, formalizar contratos de trabalho e pagamentos é saudável tanto para o financeiro da empresa quanto para os direitos do parente.

4. Atribuições conforme as competências

Antes de empregar o familiar, o ideal é estar a par de suas habilidades e competências, escolhendo o cargo e setor adequados conforme critérios profissionais. A gestão errada de recursos humanos pode acarretar problemas à empresa, como perdas na produtividade, por exemplo. É preciso estabelecer regras, funções e responsabilidades, bem como conversar previamente com o familiar sobre salário, comissões e jornada de trabalho.

Se você tem uma empresa familiar, bom senso é a expressão chave para guiar a gestão. Trabalhar em família pode ser vantajoso, mas tome cuidado para não cair nas armadilhas, principalmente no que diz respeito a falta de limites entre pessoal e profissional. Em todo relacionamento com colaboradores, em especial com parentes, a principal habilidade é a transparência e o diálogo.

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