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Open Banking: o que muda com a regulamentação

Por banco-topazio | 14 de abril de 2020

A regulamentação do Open Banking se tornou um assunto em alta logo que o diretor de Regulação do Banco Central fez menção à nova regularização. Em breve, os usuários poderão compartilhar as informações da sua conta, como dados pessoais, de saldo e transações, com quem e quando quiserem. 

E por que isso é tão comentado no Brasil e no mundo? Bom, até então era difícil imaginar esse cenário, considerando que todos os bancos “tradicionais” foram criados em contrapartida a ideia do Open Banking, que é a de proteger, a todo custo, os dados do proprietário de uma conta. Para o diretor de Produtos do Banco Topázio, Carlos Klein, “os objetivos do negócio são aumentar a concorrência, fomentar inovação em produtos e serviços e reduzir custos para os usuários finais”.

O que muda daqui pra frente

O cenário dos bancos com a regulamentação ainda é um debate, já que depende do conceito que será adotado no Brasil. A exemplo, o que os bancos tradicionais mais temem é que se adote o sistema de Open Banking europeu. Nesse modelo, todos os bancos são obrigados a liberar os dados do usuário.

Ou seja, se o proprietário de uma conta quiser trocar de banco, a instituição responsável pela conta é obrigada a transferir os dados para outra, de forma simples e sem burocracias. “O conceito de que os dados pertencem ao cliente e ele é livre para utilizá-los, deve permitir a melhoria na gestão de recursos, mais fácil acesso a pagamentos ou transferências de fundos e informação mais completa por bancos distintos daquele que detém sua conta corrente, melhorando também a oferta de crédito”, detalha Klein.

Outro ponto do Open Banking europeu é que os bancos são os responsáveis sobre o vazamento de dados dos usuários. Assim, mesmo com a liberdade de fornecer seus dados para outros bancos, o vazamento de dados para terceiros é de total responsabilidade da instituição. Isso porque, conforme sua configuração final, deixa o Banco exposto em termos de compliance e segurança. Klein acredita que essa exposição e permissividade de empresas imaturas nas questões relevantes à segurança do sistema financeiro, possa facilitar o acesso aos recursos e sistemas do Banco.

Independentemente do que for decidido, um ponto é certo: os usuários terão mais liberdade para atuar em suas contas, podendo trocar de instituição financeira sem nenhuma complicação ou impedimento. E, com o tempo, a tendência é que mais serviços inovadores cheguem ao Brasil. “Os objetivos do negócio realmente são aumentar a concorrência, fomentar inovação em produtos e serviços e reduzir custos para os usuários finais”, acredita.

Instituições financeiras precisam se adaptar ao novo modelo

Com a regulamentação do Open Banking, não há dúvidas de que os bancos tradicionais precisam se adaptar e até se reinventar para estarem alinhados com as expectativas da nova geração de usuários e sua liberdade de escolha. “De certa forma, esse novo modelo força os bancos a adquirirem uma certa agilidade digital para responder as propostas e experiências propostas pelas fintechs”, analisa o diretor de Produtos do Banco Topázio, Carlos Klein.

Afinal de contas, startups, fintechs e instituições financeiras que utilizam APIs, o modelo de Open Banking não é novidade, mas uma realidade. Há tempos que novos modelos de banco aparecem no Brasil e no mundo, com uma cartela de serviços diversificados e inovadores. Klein acredita que seja provável que outras entidades se especializem e abocanhem fatias de negócios financeiros rentáveis. “Uma fintech especializada em facilitar o acesso a crédito imobiliário, poderia ocupar essa fatia de mercado melhor que grandes bancos tratando essa como uma linha de negócios dentro de um grande portfólio de produtos”, considera ele.

Leia mais:

Bank as a Service: modelo de negócio que viabiliza novos serviços financeiros

O que são API’s?

A API é um conjunto de padrões de programações que possibilita que diferentes sistemas possam “interagir” entre eles. Em resumo: é uma tecnologia que permitiu a diferentes empresas e instituições a integração dos seus serviços, com segurança aos usuários.

Um bom exemplo de API’s é o próprio Google Maps, serviço de mapas do Google que pode ser integrado em qualquer sistema, inclusive nos aplicativos de bancos para registrar os locais de transações.

Regulamentação

Novembro de 2020 é o prazo dado pelo Banco Central para a implementação do Open Banking no Brasil. “O campo de mudanças no cenário dos bancos é muito amplo e, por mais que as datas propostas pelo Banco Central pareçam difíceis, há sinais muito fortes de andamento nas ações nos prazos propostos”, considera Klein.

A norma ainda não foi publicada e o sistema já lida com diversas demandas, em especial com pagamentos instantâneos que acontece em novembro. (Leia matéria aqui). Então, é bom que as instituições corram, porque o Banco Central não parece flexível no que diz respeito à alteração no prazo de implantação do Open Banking.

Leia mais sobre Open Banking:

Open Banking: o que é e como está transformando o setor financeiro: https://blog.bancotopazio.com.br/open-banking/

Vantagens e desafios do Open Banking para instituições financeiras: https://blog.bancotopazio.com.br/vantagens-e-desafios-do-open-banking-para-instituicoes-financeiras/

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