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Câmbio Flutuante: o que é e como funciona no Brasil

Por banco-topazio | 9 de março de 2021

Entenda mais sobre o Câmbio Flutuante, como funciona e quais as vantagens e as desvantagens desse regime cambial

 

O mercado cambial funciona com três regimes distintos: o flutuante, o fixo e o atrelado, também conhecido como Banda Cambial. O Brasil adota o regime de câmbio flutuante, isso significa que o Banco Central (BACEN) não interfere diretamente no mercado para determinar a taxa de câmbio, mas atua no sentido de manter a funcionalidade das operações.

Além dos regimes cambiais, outro fator importante é a taxa de câmbio. É ela que envolve a relação entre as moedas de diferentes países. E resulta no valor de uma moeda estrangeira em relação à moeda nacional.  

É através da taxa de câmbio, ainda, que se expressa a relação mantida entre os dois países envolvidos. Dessa forma, fatores políticos e econômicos podem interferir nas moedas. Tornando-as mais fortes ou mais fracas, influenciando o preço final da taxa de câmbio.

Ptax é a referência no Brasil

No Brasil, a taxa de câmbio de referência publicada pelo BACEN é a Ptax. As taxas Ptax de compra e venda correspondem, respectivamente, às médias aritméticas das taxas de compra e de venda das consultas realizadas diariamente. São feitas quatro consultas de taxas aos dealers de câmbio: entre 10h e 10h10; 11h e 11h10; 12h e 12h10; e 13h e 13h10.

As taxas de câmbio de compra e de venda referentes a cada consulta correspondem, respectivamente, às médias das cotações de compra e de venda efetivamente fornecidas pelos dealers, excluídas, em cada caso, as duas maiores e as duas menores.

Em resumo, a Ptax representa uma média do preço praticado no período da manhã, que tende a concentrar a maior parte das operações do dia. É a taxa oficial e para todas moedas registradas no BACEN.

O que são regimes cambiais

Os regimes ou sistemas cambiais estão relacionados com o conjunto de normas e acordos que indicam como acontecerão as transações financeiras internacionais. No Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN) define o regime cambial. O CMN fica responsável pelo estabelecimento das normativas do mercado de câmbio.

Além disso, é o CMN quem determina como o BACEN deve atuar para assegurar o seu funcionamento adequado. É o conjunto dessas medidas que define o regime das taxas de câmbio. Seja ele flutuante, fixo ou atrelado, e regulamenta as operações. 

A política cambial reflete-se na atuação do governo na taxa de câmbio. Dessa forma, ela define as relações financeiras entre o país e o resto do mundo, a forma de atuação no mercado de câmbio, as regras para movimentação internacional de capitais e de moeda e a gestão das reservas internacionais.

A condução da política cambial afeta diretamente a vida das pessoas, mesmo que não tenha transações com o exterior, pois a taxa de câmbio também tem reflexos nos preços dos produtos que o país importa e exporta, influenciando assim os demais preços da economia.

O que é o regime de câmbio flutuante

O regime de câmbio adotado no Brasil é o flutuante, o que significa que o BACEN não interfere no mercado para determinar a taxa de câmbio, mas para manter a funcionalidade das operações. Nesse regime, as condições do mercado de câmbio, como a oferta e a procura por moeda estrangeira, determinam a taxa de câmbio, que flutua livremente.

Nesse sentido, com escassez de moeda estrangeira, aumenta a taxa de câmbio e ocorre a desvalorização cambial. Já com abundância de moeda estrangeira, há queda na taxa de câmbio e valorização cambial.

O câmbio flutuante também é conhecido como regime flutuante “sujo” ou de “flutuação suja” no Brasil. Isso porque o mercado pode ter intervenções diretas dos bancos centrais. Logo, pelo fato de a política econômica do país também influenciar o câmbio, é chamada de “flutuação suja“. O conceito está vinculado à intervenção de autoridades monetárias de um país na taxa de câmbio, o que faz com que o mercado cambial não seja totalmente livre.

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Quais as vantagens e desvantagens desse regime

Uma das vantagens do regime de câmbio flutuante é que, nesse sistema, o governo não gasta reservas financeiras para manter as cotações da moeda. E isso, de modo geral, garante uma certa proteção econômica para as contas públicas.

Com relação às desvantagens, é possível elencar a instabilidade. E ainda as incertezas no comércio, já que nesse regime o valor das moedas é alterado diariamente com base na oferta e demanda.

Sobre os outros regimes cambiais:

> Câmbio Fixo:  regime no qual é definido um valor fixo para a moeda. Nesses casos, o governo estabelece que o câmbio permanece vinculado a uma moeda estrangeira específica com critérios pré-estabelecidos. Geralmente, o câmbio fixo é adotado como medida de controle inflacionário em países que tem uma economia com características de subdesenvolvimento .

> Câmbio Atrelado ou Banda Cambial: neste sistema a autoridade monetária do país influencia no câmbio, nos moldes do câmbio fixo, mas a interferência se resume a permitir a variação das taxas dentro de um determinado limite, mínimo e máximo. Para que esse sistema funcione, é necessário que o país tenha reservas internacionais suficientes para compra e venda de moeda.

Conhecer os regimes cambiais e detalhes sobre a taxa de câmbio, fortalece o entendimento sobre esse mercado. Além de facilitar a realização das operações com maior segurança e autonomia. Siga acompanhando nosso blog e leia mais sobre o mercado cambial:

> Como funciona o ambiente de troca de moedas estrangeiras

> Por que ocorre a variação de câmbio

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