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Bolsa de Valores: o que é e como funciona?

Por banco-topazio | 10 de novembro de 2020

Especialistas do Banco Topázio explicam os movimentos das ações e como se pode investir na B3, a Bolsa de Valores do Brasil.

Os anos de 2019 e 2020 têm tido a B3, a Bolsa de Valores brasileira, como um dos principais temas da área econômica. Enquanto em 2019, o volume de recursos negociado chegou a um recorde histórico, em 2020 a pandemia de Covid-19 provocou um abalo econômico em todo o mundo. Isso refletiu nas ações das empresas, que tiveram grande perda no valor de mercado.

Para que você entenda como funciona esse universo, trouxemos alguns tópicos que ajudarão no acompanhamento do tema.

O que é a Bolsa de Valores?

Em termos gerais, a bolsa é um mercado onde são negociadas, vendidas e compradas “porções” de empresas de capital aberto, as chamadas ações, além de outros investimentos, como os do mercado futuro, como commodities (café, ouro, minério, entre outros), dólar e juros.

Indo um pouco além, uma ação é um título – que pode ser chamado de “papel” – emitido por uma empresa quando ela deseja levantar dinheiro. A companhia, então, abre seu capital, negociando a venda desses papéis. Na prática, quem compra ações se torna sócio e passa a partilhar, junto com os demais sócios, os resultados da empresa. As ações podem ser compradas individualmente – fracionadas – ou em lotes de diferentes quantidades. Na B3, a Bolsa de Valores do Brasil (que antigamente se chamava BM&F Bovespa), as ações são o principal ativo negociado, com papéis de mais de 400 empresas.

Uma característica do mercado de ações, portanto, é a volatilidade. O preço das ações é muito variável por diversos fatores, como, por exemplo, o volume de ofertas de compra e venda,  o momento que a empresa ou setor está vivendo, a situação econômica do país ou especulações de mercado.

Bolsa de Valores

Jackson Machado, coordenador de Tesouraria do Banco Topázio

“E isso torna esse mercado, um mercado com viés ao risco”,  explica Jackson Machado, coordenador de Tesouraria do Banco Topázio. É um fator que acaba assustando muitos brasileiros. “Nosso país possui uma cultura de aversão ao risco quando o assunto é investimentos. Isso faz com que a população busque por investimentos mais conservadores, como a Poupança, Renda Fixa ou os Fundos DI”, esclarece.

E como investir?

O primeiro passo para investir em ações é abrir uma conta em uma corretora. “O investidor faz a transferência de recursos para essa conta, escolhe as ações para sua carteira e faz suas compras”, esclarece Machado.

Esse é o modelo clássico de investimento. Mas há outras possibilidades para quem está começando e quer uma carteira de investimento variada, como os fundos, composto de diversos investidores que juntam seus recursos para investirem em ações.

Já o analista financeiro Jeferson Lemos Júnior, também do Banco Topázio, pontua que “os fundos são uma alternativa interessante, pois facilitam a diversificação da carteira do pequeno investidor, já que investem em vários ativos. Além do mais, são administrados por gestores profissionais”.

Apesar disso, Lemos avisa: “é importante o investidor ter ciência dos ativos em que aquele fundo está investindo e das taxas que estão sendo cobradas”.

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“O mercado tem facilitado muito a vida dos novos investidores”, complementa Machado.   Isso porque diversas empresas que fazem a intermediação entre o investidor e as ações em que ele quer investir – as corretoras – entenderam esse receio do público e passaram a promover ações de orientação “Nós estamos vendo cada vez mais empresas promovendo conteúdos de educação financeira. Além disso, vale lembrar que com menos de R$ 100,00 é possível comprar ações de grandes empresas”. 

Segundo Machado, é importante sobretudo garantir investimentos diversificados. “No mercado financeiro a gente diz que não é bom colocar todos os ovos no mesmo cesto, ainda mais para quem está iniciando”, recomenda.

“É importante ter investimentos em renda fixa, seja tesouro, CDB ou algum outro título, mas também é interessante o investidor estar disposto a correr um pouco mais de risco e se expor à bolsa. Há várias empresas que pagam dividendos (o lucro da empresa distribuído aos acionistas) há vários anos”, acrescenta Lemos.

Mas e com a crise?

A exemplo da crise mundial de 2008, quando houve grandes quedas das ações de empresas em todo o mundo, a pandemia de Covid-19 também foi responsável pela desvalorização das bolsas de todos os países e, em especial, do Brasil. Isso acabou afastando, em alguns casos, investidores estrangeiros e iniciantes desse ambiente.

“Isso não é comum e nem previsível. Esse ambiente de incerteza acaba deixando o mercado mais sensível às notícias do mundo todo, o que traz uma volatilidade maior à bolsa”, diz Lemos.

No entanto, justamente porque o risco faz parte das operações com ações, Machado reforça que é sempre momento de entrar na bolsa, assim como a decisão de sair. O que o investidor precisa é analisar o seu perfil de investimento de um perfil mais conservador (avesso ao risco), moderado, ou arrojado”, pontua.

Quem se fortalece ao longo do tempo, na bolsa, são justamente as empresas bem administradas. “No curto prazo, as ações são movidas por questões técnicas e especulativas, enquanto no longo prazo se sobressaem as melhores”, revela Machado.

Por isso, Lemos também reforça que “é importante o investidor não desistir na primeira perda”. 

Embora, em um primeiro momento, o mercado de capitais no Brasil possa parecer complexo, é um universo muito interessante e que vale a pena ser melhor conhecido e naturalizado junto à população.

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