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Banco Central estuda possibilidade de emissão de moeda digital

Por banco-topazio | 5 de fevereiro de 2021

Entenda os caminhos para a emissão de moeda digital por bancos centrais no mercado financeiro do Brasil e de que forma poderia impactar as operações Pix e com Criptomoedas 

 

O Banco Central do Brasil (BACEN) criou um grupo de estudos com o objetivo de aprofundar os conhecimentos sobre moedas digitais emitidas por bancos centrais, conhecidas com Central Bank Digital Currency (CBDC)

 

Por se tratar de uma moeda no formato digital, outras transformações poderiam ser observadas no mercado financeiro, principalmente aquelas relacionadas à inovação. Em outras palavras, operações via Pix e com Criptomoedas também podem, eventualmente,   ser impactadas.

 

O que é moeda digital

 

A CBDC é uma versão digital da moeda nacional de um país. Ela é o equivalente ao dinheiro tradicional, mas em formato digital e possui as mesmas características de uma moeda fiduciária, podendo ser utilizada como meio de pagamento.

 

Assim, para entender quais seriam os impactos e os benefícios da emissão do Real em um formato digital, o BACEN reuniu especialistas sobre o tema.

 

O grupo irá investigar os alcances de uma moeda digital e estudar quais seriam os benefícios para a população. Além disso, o BACEN também deve analisar quais poderão ser os impactos a outros sistemas, como o Pix; identificar os riscos e avaliar a segurança cibernética. 

 

Moeda digital e as operações via Pix e com Cripto

 

Em caso positivo de implementação, a CBDC pode provocar mudanças significativas no Sistema Financeiro Nacional. Uma moeda digital no Brasil poderia apresentar, eventualmente, benefícios complementares aos do Pix. O novo sistema de pagamentos instantâneos, em vigor desde novembro no Brasil, vem trazendo reflexos significativos no contexto econômico do País.

 

A moeda digital também poderá se apresentar como uma alternativa para quem utiliza criptomoedas. Atualmente, as criptomoedas são as únicas moedas virtuais utilizadas atualmente, sobretudo para investimentos, empréstimos e conversão.

 

As criptomoedas, além de serem totalmente digitais, não são emitidas por nenhum governo. Como é o caso do Real, no Brasil e o Dólar, nos Estados Unidos, por exemplo.

 

E essa é uma das principais diferenças entre elas. As CBDCs são o dinheiro tradicional em formato digital, emitidas e administradas pelos bancos centrais dos países. 

 

Já as criptomoedas não têm uma instituição centralizando a gestão. Elas são emitidas de forma distribuída por um código que as governa a partir de sistemas de pagamento descentralizados.

 

Tanto as CBDCs quanto as criptomoedas funcionam com base em tecnologias blockchain, onde as transações são registradas e verificadas em tempo real por múltiplos usuários simultaneamente.

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Os impactos no mercado financeiro

 

A emissão de moedas digitais vem sendo discutida por bancos centrais ao redor do mundo há alguns anos, mas o tema ganhou força nos últimos meses por conta da pandemia. No Japão, na China e nos Estados Unidos os estudos sobre o lançamento da CBDC estão avançados.

 

Em resumo, a emissão de uma moeda digital estaria atrelada a outras medidas que o BACEN vem adotando em direção às inovações tecnológicas. Como resultado, seria mais um passo para a modernização do mercado financeiro.

 

 A iniciativa também permitiria que a interação com o dinheiro fosse totalmente eletrônica. A partir das pesquisas relacionadas ao tema, a intenção do Banco Central fazer avaliações. Principalmente sobre quais seriam as possíveis implicações em áreas como: crescimento econômico; inovação tecnológica; inclusão financeira e aumento da eficiência das transações.

 

Fique por dentro das transformações digitais e a influência da tecnologia nos negócios em nosso blog.

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