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Blockchain e SWIFT: operações de câmbio contam com evolução de sistemas

Por banco-topazio | 14 de outubro de 2020

Para realizar operações de câmbio, além da tradicional rede SWIFT, o blockchain abre possibilidades para transações com outros tipos de instituições financeiras.

As operações de câmbio, por serem realizadas entre a moeda nacional e moedas de muitos outros países, demandam um sistema que padronize processos e seja utilizado pelo mundo inteiro.

Esse sistema é a rede SWIFT (abreviatura para Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication – Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais na tradução), criada na década de 1970. Esse é um código universal com 8 a 11 caracteres que identificam a instituição bancária em transferências internacionais.

Segundo explica Rosalia Rodrigues, Product Owner de Câmbio do Banco Topázio, a rede SWIFT foi criada para a troca de dados entre bancos e empresas do mundo todo, permitindo que eles liquidem compromissos financeiros de pessoas e empresas em países estrangeiros. Além disso, a rede também permite a troca de informações para fins de compliance.

“Na rede SWIFT não ocorre transferência de fundos, mas sim a troca de dados entre instituições de países diferentes. Ao receber uma instrução, aí sim o banco efetuará a transferência de fundos através de uma das câmaras de compensação existentes em seu país”, esclarece.

 

Blockchain e swift

Rosália Rodrigues, Product Owner de Câmbio do Banco Topázio

A comunicação na rede SWIFT é criptografada e padronizada. Cada banco da rede possui seu próprio código e há tipos de mensagem para cada fim específico, como transferência de valores entre bancos, transferência para beneficiários finais, comunicações de débitos e de créditos e assim por diante.

Em detalhes, o código é dividido em quatro partes, indicando o banco, o país, a região e a filial. Confira o detalhamento abaixo:

 

AAAA BB CC DDD
– Os primeiros quatro dígitos são compostos de letras e se referem ao nome do banco. No caso do Topázio, seu nome é abreviado por TOPZ 

– Referente ao país, também descrito por letras. O código brasileiro é BR (os códigos dos bancos brasileiros podem ser conferidos aqui);

– Região à qual o banco pertence. Pode ser composto por letras e outros caracteres, mas no caso do Rio Grande do Sul, é RS 

– Os últimos três dígitos são compostos pelo número da agência bancária. Porém, para bancos com uma única unidade bancária não é preciso colocar esses números, que podem ser substituídos por XXX, que é o caso do Banco Topázio.

Blockchain é alternativa para incluir outras instituições financeiras

Apesar da tradição do código rede SWIFT, que é utilizado há mais de 40 anos, este é exclusivo para a comunicação entre bancos. Para incluir outros tipos de instituição financeira em operações com moeda estrangeira, como instituições de pagamento e fintechs, o blockchain é uma alternativa que vem ganhando volume e traz confiabilidade e segurança para as operações de câmbio.

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O blockchain é mais conhecido no funcionamento e transações com as criptomoedas, ou moedas digitais, como o bitcoin. É um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de informações pela internet.

“No blockchain, a comunicação tende a ser mais rápida que na rede SWIFT e permite aos envolvidos um melhor controle dos pontos por onde determinada informação passou”, pontua Rosalia.

 

Como funciona o blockchain

 Rosalia explica que o blockchain é uma tecnologia de “registros distribuídos, em que não há uma instituição responsável pela informação que transita ali”. “Todos os agentes da rede têm a responsabilidade de servir como verificadores da informação. É como se cada participante fosse uma ‘testemunha’ das transações e da segurança delas, tornando desnecessária a existência de uma figura central, que validaria todas as transações”, como no caso do SWIFT, salienta.

Detalha também que “a palavra ‘blockchain’, traduzida de forma literal, já nos dá uma pista de como funciona: é uma cadeia de blocos que contêm informações”.

 

No caso de uma transação financeira, o blockchain funciona da seguinte forma:

– Cada bloco contém uma carga de dados como o valor da operação, o nome de quem está enviando e o nome de quem está recebendo este valor. Cada bloco tem um ‘hash’, que é uma espécie de impressão digital que garante que ele é único. Além disso, ele traz um hash de todos os blocos anteriores, atestando que este novo bloco está conectado com os anteriores da cadeia.

– Na sequência, novos blocos são adicionados por mineradores, que são computadores espalhados pelo mundo todo. Ao ser criado um novo bloco de informações, este valida todos os anteriores. Quanto mais antigo um bloco é dentro de uma cadeia, mais seguro ele é pois já foi validado e revalidado diversas vezes à medida que novos blocos foram sendo adicionados.

De acordo com Rosália, além da conhecida relação entre blockchain e criptomoedas, esta tecnologia vem sendo, pouco a pouco, mais usada por empresas e bancos para realizar suas operações financeiras como uma alternativa aos meios já existentes no mercado.

 

Sistemas seguros e confiáveis 

Ambos os sistemas são seguros e têm a confiança das instituições que os utilizam. “A rede SWIFT está no mercado há mais de 40 anos, utiliza o sistema ISO de padronização na comunicação entre instituições, seu uso é profundamente difundido entre os bancos que operam em câmbio, o que faz com que esta rede esteja absolutamente consolidada no mercado mundial”, reforça Rosália.

Por outro lado, o blockchain é uma tecnologia mais recente. “Tem relação direta com o mercado de criptoativos, ou seja, quem já ouviu falar de Bitcoin, por exemplo, já ouviu falar de blockchain. Mas ainda há uma certa resistência na adoção desta tecnologia pelos mercados mais tradicionais, provavelmente relacionada à falta de conhecimento do que é, como funciona e as possibilidades que oferece”, analisa.

 O Topázio busca, constantemente, o aprimoramento das tecnologias e sistemas presentes em seus processos e operações para garantir eficácia e confiabilidade nos serviços As operações de câmbio estão plenamente inseridas nesse contexto.

Para saber mais sobre o universo das operações de câmbio e em moeda estrangeira, confira nossos conteúdos no blog.

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